Rui Araújo - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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Rui Araújo
Rui Araújo
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Jornalista português e colaborador do jornal Público (incluindo como provedor do leitor).

 
Textos publicados pelo autor

De regresso de férias, o provedor dos leitores do Público arrola aqui mais uma série de erros, que vão da ignorância, pura e simples, à mais descuidada preguiça mental. Sintoma gritante – escreve Rui Araújo – da «extinção» dos revisores e dos copidesques, tão importantes para a qualidade e para a credibilidade de qualquer jornal.

Há problemas muito mais importantes no plano do jornalismo (com repercussões mais graves), mas os pormenores são o tema da crónica desta semana porque a quantidade de erros parece excessiva.

China

«Não lhe tomarei muito tempo, mas não posso deixar de lamentar que o jornal Público transforme ignorância em informação pelo dedo de um senhor não identificado que opta por não se centrar na notícia e resolve mo...

«Os leitores do Público dirigem-se frequentemente a V. Exa. criticando (com razão) a excessiva e abusiva utilização de estrangeirismos, nomeadamente anglicismos, nas páginas do jornal. Insisto no mesmo assunto, embora sem bater mais no ceguinho (jornalistas do Público). Prefiro tomar como alvo doutos opinadores. No seu bis sobre a imprensa militante (matéria em que deve ser especialista), o Doutor Vital Moreira (...)

«O Livro de Estilo do Público é peremptório ("anglicismos – deve-se evitá-los quando há o termo equivalente em português: antecedentes ou enquadramento, em vez de background; finta, em vez de dribbling; meios de comunicação social, em vez de mass media..."), mas a língua de William Shakespeare (e do prosaico George W. Bush) está a invadir as páginas do jornal. (...)

A PÉROLA

«Alertado pela minha filha de 10 anos recuperei esta Vossa pérola para um post no meu blogue: «este ano já morreram cerca de 50 mortos». No "Público" de domingo (29 de Abril de 2007), Mundo, pág. 19.», escreve Sérgio Pinto Ribeiro, um leitor bloguista da cidade do Porto.

O reparo é pertinente.

«Este ano já morreram cerca de 50 mortos» — sem comentários.

O PÚBLICO errou.

A CONFUSÃO