Leonídio Paulo Ferreira - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Leonídio Paulo Ferreira
Leonídio Paulo Ferreira
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Textos publicados pelo autor
Leituras luso-brasileiras
A presença da corte portuguesa no Rio de Janeiro (1807-1821)

«Existe um gigante de língua portuguesa no mundo, que aliás devia ser membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, e Portugal conseguiu, findos os tempos imperiais e regressado aos seus limites europeus, ver a sua língua falada em vários continentes e por 27 vezes mais pessoas do que aquelas que vivem neste pequeno retângulo.» Editorial do jornalista Leonídio Paulo Ferreira na edição de 22 de julho de 2022 do Diário de Notícias, a respeito das consequências políticas e linguísticas da transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro em finais de 1807.

Quando português é sinónimo de doce
O impacto da expansão de Portugal na doçaria asiática

«[...] [N]um banquete por volta de 1600, o grão-mogol, imperador da Índia, se deliciava com cajus trazidos de Goa, onde tinham chegado, via caravelas portuguesas, do Brasil, terra do fruto acaju dos índios tupis» – refere Leonídio Paulo Ferreira, refletindo sobre as interações culturais no império português do séc. XVI e a propósito de um artigo do jornal indiano The Telegraph que evidencia a influência portuguesa sobre a doçaria de Calcutá (leste da Índia).

Crónica publicada no Diário de Notícias, em 21 de outubro de 2021.

Uma língua que cresceu 27 vezes
O interesse pelo português no passado e na atualidade

«Será possível (...) que as empresas portuguesas não tenham vantagem em poder usar uma língua que é falada por países que juntos equivalem ao sexto PIB na hierarquia das potências económicas?» Pergunta o jornalista Leonídio Paulo Ferreira na reflexão com que assinala o Dia Mundial da Língua  Portuguesa de 2021, publicada no Diário de Notícias em 5 de maio de 2021, e aqui transcrita com a devida vénia.

Ler também Dia Mundial da Língua Portuguesa em 2021 (07/05/2021).

Português. Quanto vale a língua mais falada no hemisfério sul?
Os falantes e os estudantes do idioma em números

«(...) [O]s grandes volumes de estudantes de Português fora dos nove países da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) vêm de países com comunidades de emigrantes como a França, a Suíça ou os Estados Unidos, mas além dos gigantes asiáticos, gigantes populacionais mas também económicos, existem mais alguns casos de verdadeiro sucesso da aprendizagem [entre eles, o Senegal e a Espanha]» – afirma Leonídio Paulo Ferreira neste artigo publicado no Diário de Notícias no Dia Mundial da Língua Portuguesa, em 5 de maio de 2021.

Ler também Dia Mundial da Língua Portuguesa em 2021 (07/05/2021).

Jesuíta português na base da escrita vietnamita
Foi o inventor do alfabeto romanizado anamita chamado quôc-ngu

Chamava-se Francisco de Pina, natural da Guardaem 1585, tendo entrado para a Companhia de Jesus, em 1605. Terá chegado à então Cochinchina – região no sul do atual Vietname –  por volta do ano de 1618, onde desenvolveu a sua atividade até à sua morte, em 1625, na cidade de Da Nang, afogado no mar enquanto tentava resgatar convidados em um barco naufragado. Tendo aprendido a língua local, o anamita (chamado quôc-ngu), estudou-a a fundo e a ele se deve, em grande parte, a adoção oficial de um registo romanizado e distinto do chinês, como é o atual vietnamita.

[Artigo publicado no Diário de Noticias de de 4 de maio de 2020 + A Língua Portuguesa na base escrita do vietnamita]