Leonídio Paulo Ferreira - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Leonídio Paulo Ferreira
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Uma língua que cresceu 27 vezes
O interesse pelo português no passado e na atualidade

«Será possível (...) que as empresas portuguesas não tenham vantagem em poder usar uma língua que é falada por países que juntos equivalem ao sexto PIB na hierarquia das potências económicas?» Pergunta o jornalista Leonídio Paulo Ferreira na reflexão com que assinala o Dia Mundial da Língua  Portuguesa de 2021, publicada no Diário de Notícias em 5 de maio de 2021, e aqui transcrita com a devida vénia.

Ler também Dia Mundial da Língua Portuguesa em 2021 (07/05/2021).

Português. Quanto vale a língua mais falada no hemisfério sul?
Os falantes e os estudantes do idioma em números

«(...) [O]s grandes volumes de estudantes de Português fora dos nove países da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) vêm de países com comunidades de emigrantes como a França, a Suíça ou os Estados Unidos, mas além dos gigantes asiáticos, gigantes populacionais mas também económicos, existem mais alguns casos de verdadeiro sucesso da aprendizagem [entre eles, o Senegal e a Espanha]» – afirma Leonídio Paulo Ferreira neste artigo publicado no Diário de Notícias no Dia Mundial da Língua Portuguesa, em 5 de maio de 2021.

Ler também Dia Mundial da Língua Portuguesa em 2021 (07/05/2021).

Jesuíta português na base da escrita vietnamita
Foi o inventor do alfabeto romanizado anamita chamado quôc-ngu

Chamava-se Francisco de Pina, natural da Guardaem 1585, tendo entrado para a Companhia de Jesus, em 1605. Terá chegado à então Cochinchina – região no sul do atual Vietname –  por volta do ano de 1618, onde desenvolveu a sua atividade até à sua morte, em 1625, na cidade de Da Nang, afogado no mar enquanto tentava resgatar convidados em um barco naufragado. Tendo aprendido a língua local, o anamita (chamado quôc-ngu), estudou-a a fundo e a ele se deve, em grande parte, a adoção oficial de um registo romanizado e distinto do chinês, como é o atual vietnamita.

[Artigo publicado no Diário de Noticias de de 4 de maio de 2020 + A Língua Portuguesa na base escrita do vietnamita]

Recordações do jovem Eanes para goeses lerem em português no jornal <i>O Heraldo</i>
O diálogo necessário para salvaguardar a herança cultural de Goa

«Natural e inteligente será, também, que ultrapassados os "ajustes históricos" e as suas 'contas', Goa e a sua juventude, em especial, entendam que a cultura do seu povo se enriquece, sempre, na relação histórica e civilizacional-cultural com outros povos, nomeadamente com o povo português, com o qual percorreu séculos de história.» É a citação que o jornalista Leonídio Paulo Ferreira na síntese de um artigo que Ramalho Eanes, antigo presidente da República em Portugal (entre 1976 e 1986) escreveu para edição em português do jornal goês O Heraldo e que também foi traduzido para a versão em inglês do mesmo diário.

Apontamento publicado no Diário de Notícias  de 25 de janeiro de 2021.

E se um jornal de Goa voltar a escrever em português? Aconteceu
Os goeses redescobrem a língua portuguesa

Fundado em 1900, O Heraldo é um jornal de Goa que, em 1983, mais de duas décadas depois da integração deste território na Índia, passou a publicar apenas em inglês. Contudo, a pedido dos seus leitores, voltou a incluir conteúdos em português, numa secção publicada ao domingo. «[Goa] tem uma cultura de tolerância que é notável e mantém um código civil que não faz distinção entre comunidades religiosas, um legado português que foi respeitado por Jawaharlal Nehru, o homem que foi o primeiro primeiro-ministro da Índia independente em 1947 e que não desistiu enquanto não incluiu as possessões portuguesas no novo país» – lembra o jornalista português Leonídio Paulo Ferreira em crónica publicada em 6 de setembro de 2020 no Diário de Notícias, para assinalar este e outros acontecimentos que têm marcado a redescoberta da língua portuguesa pelos goeses.