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O fantasma do Euro
As manhãs de quinta, 13, e sexta, 14, encheram-se de euro via rádio portuguesa. Ainda não há euro que se veja, ou se troque, nem sequer ninguém ainda sabe se os portugueses vão mesmo deixar o escudo para a tal moeda única europeia — mas o fantasma do euro já anda a fazer a cabeça dos portugueses. Na manhã de quinta-feira, a TSF até lhe dedicou o seu habitual Fórum de quase três horas, euro para aqui, euro para ali, eles eram jornalistas, comentadores, especialist......
"Eispu"?!
A Êispu 98 está a ser um êxito: os políticos e os jornalistas da televisão portuguesa gostam tanto dela, que já encontraram formas personalizadas de lhe pronunciar a abreviatura. Cada um tem a dele! No jornal das 22 horas da TV2, na quinta-feira, a jornalista Isabel Silva Costa abriu bem o «concurso», com Êis... mas concluiu-o mal, com pò. A montagem poupou o ministro António Vitorino e o comissário Torres Campos, citando-os em passagens que os não expunham à pronúncia da...
Legendagens calinas
Erros de Português todos damos, mas, se há abusadores, são os legendistas/tradutores dos filmes que passam na televisão portuguesa. No sábado à tarde, numa fita que tratava do amor à primeira vista, na SIC, lá estava o «houveram» coisas. Raro é o filme em que as legendas saem limpas de erros elementares, próprios de quem não tem a instrução primária. O pior é que esta doença dos «houveram» é maleita contagiosa: pelo menos na TV (e na rádio), lá vem, frequente, a calinada....
Bué de…
Pergunta: Ainda nos tempos da escola secundária aprendi várias palavras e expressões das quais desconheço a origem e só posso adivinhar a grafia. Aqui vai:
1. Bué, ou será "boé"? 2. Buerére (Bueréré, buéréré?)
3. Buéda fixe (bué de fixe, bué da fixe?)
É claro que há várias variantes onde as regras de concordância variam, como em Bués de charros em confronto com Bué charros, ou Bué fixe em lugar da...
Desumanidade
A RDP-Antena 1 está hoje no pelourinho por um motivo muito pior do que descurar a formação linguística dos jornalistas que, em vez de «êispu», insistem em pronunciar (como ouvimos no noticiário de hoje de manhã), à maneira do dr. António Vitorino, «ecspò» e «ecspô» (Expo 98). Sejam coerentes e digam também: «livrô» em vez de «lívru» (livro) e «milhò» em vez de «mílhu» (milho). Mas isto são trocos. Pior, bem pior, é a política de «recursos humanos» da RDP, que com uma carta despediu, deixando-o s......
