Este é um serviço gracioso e sem fins comerciais, de esclarecimento, informação e debate sobre a língua portuguesa, o idioma oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Sem outros apoios senão a generosidade dos seus consulentes, ajude-nos a dar-lhe continuidade: Pela viabilização do Ciberdúvidas. Os nossos agradecimentos antecipados.
José Mário Costa
José Mário Costa
7K

Jornalista português, cofundador (com João Carreira Bom) e responsável editorial do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Autor do programa televisivo Cuidado com a Língua!, cuja primeira série se encontra recolhida em livro, em colaboração com a professora Maria Regina Rocha. Ver mais aqui.

 
Textos publicados pelo autor
Imagem de destaque do artigo

Se nas salas de cinema portuguesas o titulo foi sempre traduzido, qual a razão de se manter o origina Star Wars40 anos passados da estreia do primeiro  dos oito filmes da saga criada pelo realizador George Lucas? Tal como já tinha acontecido com o filme Dunkirk...

Articulista* é toda e qualquer pessoa que escreve regularmente artigos de opinião em jornais ou revistas. Por regra, são colaboradores externos, não jornalistas. Como autor do(s) texto(s) publicado(s) também pode ser identificado como tal.

Um repórter é um jornalista que faz reportagens em qualquer órgão de informação (em suporte impresso, digital ou audiovisual). Vem a propósito lembrar os géneros jornalísticos** da imprensa: informação (notícias, reportagens, entrevistas) e opinião (artigos sobre qualquer tema, quase sempre por convidados ou colaboradores externos da Redação, editoriais, crónicas, análises, etc.)

 

* Cf. A função do articulista

** Cf. Os gêneros jornalísticos e as várias faces da notíciaGêneros e formatos jornalísticos: um modelo classificatórioOs gêneros jornalísticos

Não há abonação unívoca nos dicionários e vocabulários, portugueses e brasileiros – dos mais recentes aos mais antigos –, sendo que a maioria deles regista bate-chapa, no singular, e bate-chapas, no plural. Seja no sentido mais usual da palavra (equivalente a «latoeiro» ou «lanterneiro», de uso no Brasil), seja com o significado, em linguagem popular, do fotógrafo ambulante.

São os casos, entre outros, do Grande Dicionário da Língua Portuguesa1, da Porto Editora, do Dicionário Global da Língua Portuguesa2, de Jaime Coelho do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa3, do Dicionário UNESP do Português Contemporâneo4, do Grande Dicionário da Língua Portuguesa5, de José Pedro Machado, do Novo Dicionário Compacto da Língua Portuguesa6, de António Morais da Silva; do

Com a frase «Alma até Almeida» pretende-se elogiar quem nunca desiste, quem leva até ao fim um trabalho árduo ou perigoso – como se regista no Dicionário de Expressões Correntes (Editorial Notícias, 2.ª edição, 2000), de Orlando Neves, que descreve assim a origem histórica deste adágio popular português:

«Almeida, pela sua localização próximo da fronteira, foi sempre uma povoação ameaçada e daí a sua fortificação. Em vários tempos [da história de Portugal], Almeida foi cenário de cercos e batalhas. Entre todas, sobreleva a sua participação na guerra civil entre liberais e miguelistas e sobretudo, durante as Invasões Francesas, em especial na última, comandada pelo marechal Massena.

Mário Domingues narra, assim, a caminhada do exército francês: "Depois de ter tomado Ciudad Rodrigo e transposto o rio Coa, deparou-se-lhe a praça de Almeida, defendida por cerca de 4000 homens, sob o comando do brigadeiro inglês William Cox. Em 28 de Julho, Massena manda proceder a um reconhecimento, com o marechal Ney e os generais Eblé, Fririon e Lazowski. Abriram trincheiras diante daquela praça e iniciaram um bombardeamento vivo e incessante, no dia 26 de Agosto, ao qual respondiam os sitiados com inusitado valor.

Ao declinar da tarde, o bombardeamento afrouxou um pouco, mas, já quase à noite, uma bomba francesa incendiou o paiol que guardava toda a pólvora existente na fortificação. Uma tremenda explosão fez ir pelos ares o castelo e os respectivos armazéns, que ocupavam o centro da praça. A vila converteu-se num pavoroso montão de destroços; as peças de artilharia ou foram ...

Imagem de destaque do artigo

Reunir, como verbo transitivo, em vez de reunir-se, conjugado pronominalmente – um persistente erro «de anos a fio» na comunicação social portuguesa. Por desleixo e...