Pergunta:
No uso da vírgula para cargos e qualificações de pessoas, usa-se a vírgula quando o cargo for ocupado por apenas uma pessoa.
Ex.: «O presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, sancionou nova lei do programa Pé-de-Meia.»
Não se usa a vírgula quando o cargo for ocupado por mais de uma pessoa.
Ex.: «Na avaliação do professor da Universidade de Brasília José Roberto Fialho, os estudantes de licenciaturas já podem comemorar a abertura do programa Pé-de-Meia.»
No exemplo abaixo, podemos utilizar essa mesma regra?
«Agradeço ao meu esposo, Valdir, pela compreensão e paciência.»
Resposta:
O raciocínio conduzido pela consulente para justificar a presença ou ausência das vírgulas está correto. Nada a acrescentar*.
Portanto, seguindo-se o mesmo raciocínio, se a enunciadora da frase tiver apenas um esposo, que é o normal nas sociedades em geral, a frase deverá ser empregada com vírgulas, pelo mesmo motivo que a própria consulente apresentou no desenvolvimento da sua pergunta, a saber: «usa-se a vírgula quando o cargo for ocupado por apenas uma pessoa».
Assim, a frase correta é esta: «Agradeço ao meu esposo, Valdir, pela compreensão e paciência.»
Sempre às ordens!
* Se se desejar ampliar a visão sintática sobre este caso, recomenda-se a consulta a gramáticas tradicionais brasileiras que tratem de «aposto explicativo» e «aposto especificativo», pois esta é a base sintático-semântica para a plena compreensão dos termos na frase e sua consequente virgulação.