Desidério Murcho - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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Desidério Murcho
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Desidério Murcho (1965), licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e mestre em Filosofia da Linguagem e da Consciência pela mesma faculdade, é um filósofo, professor e escritor português. Enquanto professor leciona na Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais, no Brasil e enquanto escritor encontramos títulos de sua autoria como: Pensar Outra Vez: A Natureza da Filosofia e o seu Ensino (2002), Filosofia, Valor e Verdade (2006), Sete Ideias Filosóficas Que Toda a Gente Deveria de Conhecer (2011).

 
Textos publicados pelo autor

Entre o purismo e o "deixa-andar" linguístico está a virtude – parece ser essa a tese de Desidério Murcho, no Público

 

A correcção linguística é vista por vezes como uma questão de boas maneiras, entendidas não como um acto generoso de civilidade que tem como fim um convívio mais agradável entre todos, mas antes como uma marca de superioridade social ...

O fascismo está inscrito na mentalidade portuguesa. Mal se fala da língua portuguesa, desata-se a usar maiúsculas, a falar da pátria, da expansão e só não se fala da conquista e colonização de outros povos porque nos tempos que correm isso é um bocadito excessivo. Como acontece com todas as mentalidades fascistas, ergue-se um facho não apenas para ser seguido cega e acriticamente, mas também para esconder as misérias. Itália era uma miséria europeia, quando inventou a força do fascismo e o or...

Quando se lê cuidadosamente os documentos e artigos dos defensores da unificação ortográfica fica-se com uma sensação kafkiana. Algo está profundamente errado. Os verdadeiros motivos que levam algumas pessoas a lutar há anos pela unificação ortográfica por via legislativa não podem ser os motivos que são explicitamente formulados. Vejamos porquê.

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Nesse excelente serviço prestado a todos os utentes da língua que é o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa podemos ler vários artigos que discutem o novo acordo ortográfico. O grosso dos argumentos a favor e contra parecem situar-se em dois grupos.