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Textos publicados pelo autor

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Bombardeiros e aerotanques

Pergunta: Provavelmente devido à idade avançada adapto-me mal a modernos usos de linguagem. Já foi o caso do "dia solarengo" em vez de "soalheiro", agora, se alguém me diz estar num ambiente "solarengo", eu não sei se está na praia ou num solar... Deixa pra lá!... Hoje, passados os incêndios, descobri porque é tão difícil apagar fogos florestais!... É que em vez de "heli-tanques" ou "aero-tanques" enviam "bombardeiros"!?... Solicito a vossa opinião quanto a esta nova evolução, muito dinâmica, em uso por toda a comunicação...

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O cognome «Alex, o Magnata»

Pergunta: É aceitável a grafia «Alex-o-Magnata»? Obrigado.Resposta: Não. Deve escrever-se «Alex, o Magnata», como se escreve «Alexandre, o Grande», «Plínio, o Antigo» ou «Frederico II, o Grande» (cf. Dicionário Prático Ilustrado, Porto, Lello e Irmãos Editores, 1959), sem hífen, mas com vírgula, porque a expressão antecedida de artigo é um cognome, o qual, do ponto de vista sintáctico, equivale a um aposto.1 1 No Dicionário Houaiss, escreve-se «Alexandre o Grande» na definição de helenístico. No entanto, como «o...

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A formação das palavras pluriforme, autógrafo e maremoto

Pergunta: Como se classificam as seguintes palavras quanto à sua formação? Pluriforme, autógrafo e maremoto.Resposta: Trata-de de compostos eruditos, também chamados compostos morfológicos (ver Dicionário Terminológico): pluriforme: palavra de origem latina formada pelos elementos pluri-, «do lat. plus, plūris, "mais, maior"», e -forme, «já presente em adj. latinos em -formis» (Dicionário Houaiss); autógrafo: palavra erudita formada pelos elementos de composição de origem grega auto-, «do gr. autós, ê, ó...

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«Viva a República» e «vivà República»

Pergunta: No âmbito das comemorações do centenário da República, a RTP exibiu um programa que intitulou de Vivá República. Ora, considerando a existência de uma crase em "Vivá" de "Viva a República", não deveria escrever-se "Vivà República"? Obrigado.Resposta: Teria sido efectivamente preferível escrever «Vivà República», porque, como diz o consulente, a representação gráfica de um a aberto resultante da crase de dois aa em sílabas átonas é à. É o que mostram, por exemplo, as contracçôes...

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Acerca da história dos verbos haver e ter

Pergunta: Por que razão, antigamente, só existia o verbo haver e não o ter?Resposta: Não é verdade, também existia ter, só que com outro significado e sem a função de auxiliar nos tempos compostos, a qual era desempenhada por haver. Poderá ler no Dicionário Houaiss a seguinte nota etimológica: «lat. tenĕo, es, ŭi, tentum, ēre "segurar, agarrar, pegar em, possuir, ter, ser dono, obter, adquirir, granjear etc."; doc. 1047 teve, sXII...
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