Textos publicados pelo autor
Uso de x e z por razões etimológicas
Pergunta: Se a palavra existe se escreve com a letra x e lê-se como um z, porque é que a palavra azeitona é escrita com um z e não com um x?Resposta: Tudo se deve a razões históricas, porque a ortografia portuguesa mantém algumas características etimológicas. O x de existir é motivado pelo facto de haver um x no verbo latino que deu origem a tal verbo português:...
Índice temático e sufixo flexional
Pergunta: Gostaria de saber se o índice temático pode ser simultaneamente sufixo de flexão. Fiquei com esta dúvida após verificar alguns exercícios no manual adotado na minha escola, da autoria de uma especialista em linguística. Se os sufixos flexionais marcam a flexão das palavras (e sabemos que os nomes e adjetivos flexionam em género, número e grau), o que eu pergunto é se na palavra gata o -a é também sufixo flexional, uma vez que marca a flexão em género da palavra, tal como surge no meu...
Análise morfológica da palavra hipertensão
Pergunta: Tendo em conta o Dicionário Terminológico, como classificar, quanto à formação, a palavra hipertensão?Resposta: Tendo em conta quer a gramática tradicional quer o Dicionário Terminológico, destinado a apoiar o ensino da gramática no ensino básico e secundário em Portugal, diz-se que hipertensão é uma palavra derivada por prefixação. A base de derivação é a palavra tensão, à qual se junta o sufixo hiper-, de origem...
O verbo na interrogativa direta
Pergunta: Segundo Cândido de Figueiredo, excelente autor português, cujas lições ainda são bastante proveitosas, o verbo das orações interrogativas diretas tem sempre de anteceder o sujeito. Exemplo: «Como pode o homem sublimar a força da libido?» A construção «Como o homem pode sublimar a força da libido?» não teria nenhum apoio nos ensinos do conspícuo mestre lusitano. Se não estou equivocado, ele afirmava que constituía erro colocar o verbo depois do sujeito nas interrogativas diretas. Em minha humílima condição de...
Adjunto adverbial vs. oração subordinada adverbial
Pergunta: «Fique o mundo sabendo que Colombo foi feliz não quando descobriu a América, mas sim quando a estava por descobrir. Em verdade afirmo que o trecho mais alto da sua felicidade foram aqueles três dias antes da descoberta do Novo Mundo, quando a equipagem amotinada e desiludida esteve a ponto de aproar de volta para a Europa. Não era o Novo Mundo que importava, mesmo que, de tão real, lhe caísse ombros abaixo» (Excerto de O Idiota).
No final desse trecho, há um período cuja análise sintática me traz dúvidas....
