Textos publicados pelo autor
Sobre o hífen em compostos de substantivo + adjetivo
Pergunta: Tenho visto uma grande variação no próprio Ciberdúvidas quanto ao uso, ou não, do hífen em compostos com a palavra diretor (ou secretário). Por exemplo: «diretor adjunto»/diretor-adjunto, «diretor(a) executiva»/diretor(a)-executiva, «secretário executivo»/secretário-executivo, etc., etc. Sendo diretor-geral, com hífen, por que razão não haverá...
Metastizar, de novo
Pergunta: Gostaria de colocar uma questão: se metástase se escreve com um s, qual a razão de se escrever "metastizar" com um z, e não "metastisar"? Ou o inverso "metástaze"?
Obrigado, desde já!Resposta: A forma metastizar vem registada no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, que também acolhe a forma metastatizar, derivada regularmente do radical de metastático...
«Na vila do/de Redondo»
Pergunta: Por haver uma vila que se chama Redondo, como dizer: «nasci no Redondo», ou «nasci em Redondo»?Resposta: Ambos os usos são legítimos, mas parecem pertencer a níveis de língua diferentes.
A associação do artigo definido ao topónimo Redondo (distrito de Évora; Portugal) conhece certa variação, que deve ser bastante antiga. A presença do artigo definido a acompanhá-lo está atestada desde o século XV:
1 – «Sabham os que este estormento d encapaçam vyrem que na Era de mill e quatroçentos e çincoenta e...
Ainda Buçaco vs. "Bussaco"
Pergunta: Como vivi, estudei e tenho família na vila de Luso, tenho dúvidas em relação ao nome da serra que a acalenta – «serra do Buçaco» ou «Bussaco». Tenho lido diversas publicações ou estudos sobre a maneira ortograficamente correta, com explicações académicas e referências de especialistas na matéria. Juntando tudo isto, levo a concluir que a forma correta seja Buçaco. Será? Muito agradecia uma resposta sobre este assunto, baseado, se possível, em autores especializados e respetivos tomos específicos e...
História Sociopolítica da Língua Portuguesa
Nos estudos do português ou de outra língua qualquer, há duas perspetivas fundamentais: a interna, que descreve o funcionamento e a evolução das estruturas de palavras, frases e textos; e a externa, que relaciona o devir linguístico com as configurações e as mutações do contexto social, cultural e político. É deste segundo ponto de vista que Carlos Alberto Faraco, professor titular (aposentado) de língua portuguesa da Universidade Federal do Paraná, elabora a História Sociopolítica da Língua Portuguesa e...
