Textos publicados pela autora
Verbo crer e modo verbal: «creio que ouço fantasmas»
Pergunta: Com «creio que» uso tempos simples. Presumo que estou correta quando este é o começo de uma opinião.
Mas, se for o começo de um cenário surreal/irreal, é exigido o uso do conjuntivo?
Por exemplo: «Creio que ouça fantasmas.»
Ou posso ainda neste caso usar o modo indicativo: «Creio que ouço fantasmas»?
Obrigada.Resposta: As construções que incluem verbos de crença (achar, acreditar, julgar) na oração subordinante normalmente selecionam o modo...
A sintaxe do advérbio não
Pergunta: Li na Gramática do Português de autoria de Clara Amorim e Catarina Sousa que o advérbio não pode modificar grupo verbal (1) ou frase (2) e que, neste último caso, «o advérbio não forma unidade sintática com o verbo».
(1) «Não desvies a conversa, Armando.»
(2) «Não quero sorriso de esperança.»
Para ser sincero, não dei por nenhuma diferença no que diz respeito à função sintática de não.
Podem-me clarificar esse assunto?
Obrigado.Resposta: Não consigo...
Orações substantivas antes das principais
Pergunta: Em todas as gramáticas que consultei, as orações substantivas sempre estão depois das principais. Isso é uma regra?
Não posso colocar a subordinada substantiva antes da principal? Li uma resposta do Ciberdúvidas em que se diz que podemos ter as objetivas antes das principais; mas são apenas essas ou todas substantivas?
Na minha visão, podemos ter no mínimo a maioria, já que: conseguimos deslocar os objetos diretos, os indiretos, os sujeitos...
Mas sabemos que apenas a visão de um curioso não conta. Por isso peço...
O verbo desculpar: «Desculpe pelo atraso»
Pergunta: Qual é que está correto?
a) «Desculpe o atraso» ou «Desculpe pelo atraso»?
b) «Desculpe o atraso do meu trabalho» ou «Desculpe pelo atraso do meu trabalho»?
Obrigadíssima!Resposta: As duas formas estão corretas.
O verbo desculpar admite a construção com complemento direto, como em (1) ou (2):
(1) «Desculpe o atraso.»
(2) «Desculpe o atraso do meu trabalho.»
Desculpar admite também a construção com complemento oblíquo, como em (3) ou (4):
(3) «Desculpe...
Modalidade epistémica e modalidade deôntica: «Ninguém entrará cá»
Pergunta: «Ninguém entrará cá.»
Qual o valor modal da frase, certeza ou proibição?Resposta: Os dois valores modais são possíveis. Todavia, sem um contexto para a frase, não poderemos determinar qual o valor modal associado à frase.
Recordemos que a modalidade veicula a atitude do locutor relativamente ao conteúdo do seu enunciado.
Assim, o locutor poderá, por exemplo, em conversa com um amigo, ter o propósito de dar a conhecer o sistema de segurança de um local. Nesse sentido, elogiando a capacidade do dito sistema poderá...
