Assunção Caldeira Cabral - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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Assunção Caldeira Cabral é licenciada em Filologia Românica e mestre em Linguística Portuguesa Descritiva. Assistente do Núcleo de Avaliação da Universidade Aberta; colaboradora no Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE); formadora da Malha Atlântica; consultora e/ou colaboradora em projectos da União Europeia que envolvem e-learning; integra também a equipa coordenadora do projeto GramaTICª.pt, da DGIDC.

 
Textos publicados pela autora

Um nome próprio nunca pode ser abstracto: designa um referente fixo e único, identificável como uma única entidade, espácio-temporalmente localizada ou, pelo menos, localizável. As subclasses de concreto/abstracto, contável/não contável, não são "aplicáveis" aos nomes próprios. Quanto ao nome amizade, a interpretação que geralmente damos a «nome não humano» leva a concluir que os nomes abstractos, apesar de muitos serem "próprios do homem", se incluem nesta subclasse.

O importante é tratar os nomes sempre em contexto, porque os nomes, assim como 99,9% das palavras da língua, são polissémicos e podem apresentar comportamentos distintos consoante a acepção activada em cada contexto específico.


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Os nomes não podem ser classificados isoladamente, sem ser em contexto. Porquê? Porque cada nome é em princípio polissémico e numa acepção pode ser, por exemplo, contável (ex.: «Traga-me uma água com gás!»), ao passo que na outra não (ex.: «A água potável é um recurso cada vez mais escasso»), ou mais humano numa acepção e não noutra. Por exemplo, árabe pode ser o ser humano («indivíduo natural de...») e a língua (e neste caso é não humano). Relincho (numa frase como «O relincho ouviu-se ao longe») é um nome de acção e, portanto, não animado.

Não esquecer, portanto, que todas as palavras para classificar têm de estar no seu contexto» (Margarita Correia - segunda-feira, 4 Dezembro 2006, 19:02, no fórum do GramáTICª.pt, Classes de Palavras).

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A tradição luso-brasileira classifica os advérbios em classes semânticas, e sim como advérbio de afirmação. Como este critério não tem em conta o comportamento sintáctico desta classe de palavras, a TLEBS propõe uma classificação com base em critérios sintácticos: adjunto; disjunto; de negação e conectivo. Do ponto de vista sintáctico, os advérbios das classes semânticas com valor de afirmação, dúvida... são geralmente modificadores de frase e, por isso, não pertencem ao grupo verbal nem ao predicado. Neste sentido, sim é um advérbio disjunto. De qualquer maneira, o importante, do ponto de vista didáctico, não é bem a classificação mas sim o funcionamento deste advérbio enquanto marcador de polaridade positiva. Quando ocorre isolado, sim constitui uma resposta afirmativa a uma interrogativa total: «Foste hoje almoçar com o João? Sim, fui.» Quando não constitui resposta, sim não precisa de figurar para marcar o valor afirmativo. No português, a polaridade positiva, ao contrário do que acontece com a negativa, é raramente assinalada pela presença de um marcador específico (vd. Mateus et alii, Gramática da Língua Portuguesa, 2003, p.770).



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Grupo verbal é a combinação de palavras cujo constituinte principal é um verbo, isto é, grupo de palavras que funciona como uma unidade sintáctica e que é constituído pelo núcleo (o verbo) e pelos complementos exigidos por esse verbo.
Grupos verbais (assinalados):
(1) [Chove].
(2) A Inês [chorou].
(3) A Luísa [viu o João].
(4) O Tomás [vai telefonar ao Miguel] hoje.
(5) A Ana [deu um presente à mãe] no Natal.

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