Controvérsias E o -ita de jesuíta?! Ó ínclitos caturras da Língua Portuguesa, digam-me lá, se capazes forem, qual a conotação "étnica" do sufixo -ita na palavra Jesus + ita = jesuíta? Será porque os jesuítas são seguidores do judeu Jesus da Nazaré (ou de Belém?)? Santas festas para todos os caturras, velhos e novos, que teimam em defender esta língua cada vez mais desprezada pelos portugueses mais bem colocados para a defenderem (os do poder, claro está). E bom ano! Pedro Thomaz · 1 de agosto de 1998 · 3K
Controvérsias 25 % ficou em casa, outra vez São de interesse as observações que o prezado consulente apresenta sobre a concordância do verbo em frases cujo sujeito é uma percentagem. É assunto um tanto controverso. Por vezes não é fácil apresentar regras fixas. Vejamos, então, as seguintes frases: (1) 25 por cento ficou em casa. (2) 25 por cento ficaram em casa. (3) 25 por cento da população escolar ficou em casa. (4) 25 por cento dos alunos ficaram em casa. (5) 1 por cento dos alunos ficou em casa. José Neves Henriques (1916-2008) · 25 de junho de 1998 · 3K
Controvérsias 25 % ficaram em casa, outra vez * Num espaço como este, frequentado por indivíduos de instrução diversa, não me parece muito didáctica a forma como Ciberdúvidas "resolveu" o problema de concordância intitulado "25 por cento dos alunos ficaram/ficou em casa". Um ilustre professor, Fernando V. Peixoto da Fonseca, diz que é singular. Outro professor, não menos ilustre, José Neves Henriques, admite que é singular. Mas poder-se-ia ter dito algo mais esclarecedor. Afonso Peres · 19 de junho de 1998 · 6K
Controvérsias 2 - Incerteza ou laxismo? Publicou o «Expresso» na secção Actual do caderno Cartaz, em 4 de Abril, o artigo «A incerteza em linha», de Fernando Venâncio, em que o vosso colaborador, ao criticar o sítio da Internet «Ciberdúvidas da Língua Portuguesa», teve a amabilidade de me fazer uma referência. Referência muito simpática. Mas feita no âmbito de um conjunto de opiniões que me parecem contraditórias e me levam a pedir a publicação do seguinte: Teresa Álvares · 29 de abril de 1998 · 2K
Controvérsias TV a cores Respeito a opinião de Napoleão Mendes de Almeida, que conheci pessoalmente aqui em Portugal, e que é autor duma boa «Gramática Metódica da Língua Portuguesa» (onde faz o favor de me citar mais do que mereço), mas não a sigo, apenas porque ninguém diz assim em Portugal. Aqui só se ouve a preto e branco e a cores, quer se trate de televisão ou não. Cada terra com seu uso... No Brasil preferem com em, e assim a língua comum fica mais rica, mais variada. Não podemos, nem devemos, ser tão rígidos. F. V. Peixoto da Fonseca (1922-2010) · 27 de abril de 1998 · 6K
Controvérsias TV em cores A esse respeito, deixo a opinião de Napoleão Mendes de Almeida (Dicionário de Questões Vernáculas, São Paulo, Ed. Caminho Suave, 1981, pág. 94): «Em cores – Em horas, a agressividade dos atuais meios sônicos de comunicação transformam erros de linguagem em padrões de vernaculidade. Não preparados para cirandar vocábulos e expressões, locutores de rádio e de televisão os passam para os ouvintes como os vêem num precipitado comunicado escrito e dão ao erro foros de uso, de populari... Amílcar Caffé · 27 de abril de 1998 · 4K
Controvérsias TV em cores Sobre a resposta dada a uma consulente brasileira, permito-me discordar, apresentando as seguintes razões: A preposição correta, no caso, deve ser «em» (TV em cores), pois é a preposição adequada quando se trata de indicar cor. Assim, dizemos: TV em preto e branco, foto em branco e preto, voto em branco, Um Estudo em Vermelho (nome de livro). Note que não dizemos "TV a preto e branco". Então, por analogia... Ler contrapontos: "TV em cores" "TV a cores". Fernando Bueno · 27 de abril de 1998 · 4K
Controvérsias 1 - Obrigado, obrigada O artigo publicado no jornal "Expresso", no dia 4 do corrente, sob o título "A incerteza em linha" (Cartaz, Actual), em que sou mencionado, sugere-me algumas considerações. A primeira, e seguindo a ordem do texto, é acerca do uso de obrigado, -a, -os, -as; o seu autor escreve: «Sempre foi normal um homem dizer "obrigada", e é vulgaríssimo ouvir-se a uma senhora "obrigado".» Contesto: não é "normal" um homem dizer "obrigada", é apenas ... F. V. Peixoto da Fonseca (1922-2010) · 22 de abril de 1998 · 13K
Controvérsias Os sem-terra e não os sem-terras Uma das dificuldades da nossa língua provém do facto de ela não ter uma lógica geral. São várias lógicas que se misturam e, muitas vezes, chegam a ser conflitantes. Desde o plural de mão não ser «mães» até a possibilidade de se utilizar majoritário e maioritário ou a evolução do «planum» latino para chão e plano, cada palavra tem a sua história, marcada pela origem histórica e condicionalismos regionalistas. Não adianta tentar encontrar um fio único para interpretar a língua portuguesa, que s... Amílcar Caffé · 14 de abril de 1998 · 2K
Controvérsias Os sem-terras e não os sem-terra Quanto ao plural do substantivo composto «sem-terra», venho manifestar minha discordância da opinião emitida pelo nobre professor Amílcar Caffé. A meu ver, um neologismo deve, justamente por ser um neologismo, sujeitar-se mais ainda às regras gramaticais, e não ser incluído de imediato no rol das exceções. Isso torna mais simples o bom uso da língua. A par disso, o acréscimo do "s" é o indicativo natural para a formação do plural na língua portuguesa. Não deixam de soar estranhas (porq... Fernando Bueno · 14 de abril de 1998 · 3K