Antologia // Brasil Na floresta da água negra Para que eu te traduza a majestade rude,Mas de uma forma tal, precisa e manifesta,Que demonstre o poder da tua juventude,A que hei-de exactamente igualar-te, ó floresta?Só posso comparar-te à língua portuguesa:Porque ela é que possui os tesouros da tuaBasta, e brava, e brutal, e bárbara beleza,Que a língua mãe, na terra virgem, perpetua! Martins Fontes · 3 de dezembro de 1998 · 3K
Pelourinho Os "partners" de Vera Jardim O ministro da Justiça, Vera Jardim, nas falas que a televisão lhe recolhe, não costuma empregar mal a Língua Portuguesa. Mas, há dias, saiu-se com uns "partners" injustificáveis. Só um presunçoso, que o ministro não é, pode empregar uma palavra estrangeira, quando tem uma palavra portuguesa - parceiro - com significado equivalente ao do termo inglês. Conheço gestores que dizem parceiros e se fazem entender muito melhor. O uso de estrangeirismos desnecessários empobrece a no... Teresa Álvares · 27 de novembro de 1998 · 2K
O nosso idioma // Gentílicos Norte-americano ou americano? Um gentilico controverso O (mais) apropriado gentílico relacionado com os Estados Unidos da América (EUA) abordado neste artigo de Diogo Pires Aurélio, publicado Diário de Notícias de 23 de Novembro de 1998. Diogo Pires Aurélio · 26 de novembro de 1998 · 36K
Antologia // Brasil O português histórico Distingo no português histórico dous períodos principais: o português antigo, que se escreveu até os primeiros anos do século XVI, e o português moderno. A esta segunda fase pertencem já a Crónica de Clarimundo (l520), de João de Barros, as obras de Sã de Miranda, escritas entre 1526 e 1558, as de António Ferreira, a Crónica de Palmeirim de Inglaterra e outros trabalhos literários produzidos por meados do século. Robustecida e enriquecida de expressões novas, a linguagem usada nas crónicas desta... Manuel Said Ali · 26 de novembro de 1998 · 6K
Controvérsias Anos sessenta, de novo Se não estou em erro, a denominação anos sessentas usa-se modernamente no Brasil. É um tanto raro ouvir-se em Portugal. Julgo, pois, que transitou do Brasil para Portugal. Eis alguns comentários: 1. - O aposto é um continuado. Chama-se mesmo aposto ou continuado. É continuado, porque nele se encontra continuada a significação do elemento fundamental. Talvez seja preferível chamar-lhe determinante, porque sessentas determina anos. José Neves Henriques (1916-2008) · 25 de novembro de 1998 · 2K
Controvérsias Anos sessentas, mais uma vez Quanto aos comentários do Professor José Neves Henriques a respeito das afirmações por mim feitas sobre a propriedade do uso da expressão "anos sessentas", vejo-me na situação de externar as seguintes considerações: 1- Com efeito, o aposto nem sempre concorda com o termo fundamental, principalmente se se trata de aposto explicativo, como muito bem o demonstrou o prezado Professor. Como no caso em tela se examina um aposto especificativo, que vem ligado diretamente ao termo... Fernando Bueno · 25 de novembro de 1998 · 5K
Pelourinho Barbarismo O barbarismo, até de tanto se ouvir por quantos têm obrigação de o evitar, já se tornou numa inevitabilidade. Mas nem por isso diminui o disparate, nem se absolve a ignorância. Se, no singular, o neologismo líder se pronuncia em Portugal /líder/ por que razão o plural não há-de ser /lídères/ (com acentuação esdrúxula, tal como /repórter/, /repórtères/)?! Com os telejornais portugueses de novo cheios com a recorrente c... José Mário Costa · 20 de novembro de 1998 · 3K
Antologia // Portugal A língua nacional na escola secundária Entre todas as disciplinas (do quadro dos estudos secundários) a língua materna foi a que primeiro entrou ao uso do aluno; a que ele começou a adquirir nos primeiros tempos da infância; a que lhe prestou grande serviço antes da escola e o continuará a prestar depois dela. Jaime Moniz · 19 de novembro de 1998 · 5K
Antologia // Portugal Ensinem os poetas aos meninos Acontece quase sempre que, tendo adquirido nas aulas e liceus, nas academias e escolas superiores, mui avultados conhecimentos das línguas estranhas, antigas e modernas, achamo-nos por extremo pobres dos conhecimentos da nossa, que falamos só por a ouvir falar, e talvez com os erros vulgares a que não atendemos, ou que porventura defendemos só porque os bebemos com o leite, e ninguém deles nos advertiu. José Inácio Roquete · 12 de novembro de 1998 · 4K
Controvérsias Em defesa das regras a) Não há língua/linguagem sem regras. Não raro, quem ensina tem de mencionar as regras, para melhor e mais fácil aprendizagem. b) Dei preferência ao r a que chamam «érre rolado», por ser o normal no centro e no norte do país. O outro, o velar, é característico apenas da região de Lisboa. Mesmo aqui, muitos não o pronunciam como velar. A maior parte dos portugueses pronunciam o r rolado. Note-se a maior densidade da população no centro e Norte do que no... José Neves Henriques (1916-2008) · 6 de novembro de 1998 · 2K