Antologia // Portugal D. João I e a independência do Português O "ar de família" com o castelhano e... nada mais «[Foi] D. João I, o eleito do povo e o mais nacional de todos os reis [portugueses], [que] deu ao idioma pátrio valente impulso, mandando usar dele em todos os actos e instrumentos públicos, que até então se faziam em latim», recorda Almeida Garrett neste apontamento, transcrito da antologia Paladinos da Linguagem, (1.º vol., Aillaud e Bertrand, Lisboa, 1921). Almeida Garrett · 4 de fevereiro de 1999 · 4K
Controvérsias // Anglofilia Portugueses que preferem o inglês Acabo de dar uma rápida vista de olhos no Ciberdúvidas, o que já não fazia há algum tempo. E o que leio no Pelourinho de Outubro de 98, num artigo assinado por J.M.C. intitulado «Portugueses que preferem o inglês»? Leio «Uma nova revista, destinada aos tempos livres, apareceu nas bancas portuguesas, com rubricas como cinema, teatro, artes, livros, música, o habitual.» e «Um novo programa foi para o ar no canal televisivo português SIC, no passado dia 30 d... Frederico Leal · 3 de fevereiro de 1999 · 4K
Antologia // Portugal Saber e não saber Gramática A prática é, em qualquer ciência, um elemento importantíssimo, mas insuficiente. A prática implica tacteamento, indecisão: é empirismo. Deve ser completada com a teoria; ou esta deve ser aperfeiçoada com a prática. Tal é o caso da Gramática e da Língua: a Gramática é a teoria, a Língua é a prática. Uma e outra são inseparáveis. Mário Gonçalves Viana · 29 de janeiro de 1999 · 6K
Pelourinho Perguntem ao Senhor Euro Os jornalistas da televisão e da rádio insistem em abrir o o quando pronunciam a palavra euro. Esta pronúncia também parece ser a preferida pelos políticos, economistas e outros licenciados que intervêm nos audiovisuais. Porquê? Talvez porque o o de euro-, enquanto elemento de composição de palavras, se costuma abrir levemente. Por exemplo: /eu-rò-cra-ta/. O nome da nova moeda não é, contudo, um elemento d... João Carreira Bom · 4 de janeiro de 1999 · 4K
Antologia // Brasil Futuro da Língua Portuguesa no Brasil Uma língua falada em vasta superfície geográfica não pode ter uniformidade perfeita. De região para região se apresentam divergências de vária espécie, entre as quais sobrelevam as de carácter fonético, e as que resultam do vocabulário local. Concretamente, não há uma língua, e sim vários dialectos. Álvaro Sousa da Silveira · 30 de dezembro de 1998 · 5K
Diversidades Língua portuguesa elimina consórcio O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) classificou as propostas técnicas de quatro consórcios na primeira fase da licitação para a avaliação e modelagem das empresas estatais de telecomunicações, que deverão ser privatizadas ainda no primeiro semestre deste ano. Foram classificados os consórcios Telebrasil 2000 (liderado pelo Banco FonteCindam), Telebrasil (liderado pela Metal Data Engenharia e Representações Ltda.), Brasilcom (liderado pela Salomon Brothers Inc.) e Arthu... 29 de dezembro de 1998 · 4K
Controvérsias Boas festas, mais uma vez Porque foi citado o meu prontuário nesta controvérsia, pareceu-me conveniente concretizar o que nele indico. Um dos critérios que pode justificar o hífen nas saudações é o da aderência de sentidos das palavras que ficam justapostas (como por exemplo, se verifica no conjunto tio-avô, neste caso a união de dois substantivos). D´Silvas Filho · 21 de dezembro de 1998 · 5K
Controvérsias Boas-noites, outra vez O substantivo boas-noites escreve-se assim, com hífen, porque é uma só palavra constituída por duas. É uma forma de saudação e de cumprimento que se usa durante anoite, como na frase apresentada. Este substantivo também se emprega no singular: boa-noite.Há regiões do País, como por exemplo a Beira Litoral, onde geralmente se usa o singular. Foi assim mesmo que aprendi na minha terra, e não boas-noites, que me soa menos bem, talvez até por parecer menos lógico. José Neves Henriques (1916-2008) · 17 de dezembro de 1998 · 13K
Controvérsias Boas festas, caros consulentes! a) a «associação de um adjectivo e um substantivo em normal concordância» numa saudação; b) palavras compostas por esse substantivo e esse adjectivo. Assim: - boas noites e boas-noites; - bom dia e bom-dia; - boas festas e boas-festas; - boas entradas e boas-entradas; - boas vindas e boas-vindas, etc. João Carreira Bom · 17 de dezembro de 1998 · 7K
Antologia // Portugal Língua literária artificial e língua literária sincera Uma língua, considerada no conjunto das suas palavras, pode, segundo o espírito que sobre ela e com ela trabalha, apresentar-se-nos sob dois aspectos - que definirei por meio de uma comparação. Ou é, através de páginas frias, uma coisa descolorida e pálida como um herbário, onde se dispõem plantas mortas, secas e sem perfume; ou estremece e canta como um prado onde o sol bate verdejantes, pletóricos vegetais, escorrendo seiva. Manuel da Silva Gaio · 10 de dezembro de 1998 · 4K