Pelourinho 25 anos "despoletados"... Um erro recorrente na imprensa portuguesa Os 25 anos do semanário Expresso tropeçado no anómalo despoletar... Carlos Marinheiro · 25 de março de 1998 · 3K
Diversidades O sexo dos clubes de futebol Continua interessante a polémica que rola na imprensa brasileira sobre o tratamento que se deve dar aos clubes italianos, se feminino ou masculino: a Juventus ou o Juventus? Deitando acha à fogueira, o jornalista, escritor e memorialista Ruy Castro endereçou ao cronista Armando Nogueira, uma carta aberta que merece mesmo ser transcrita. Diz ela, a carta: "Meu caro Armando: com Ronaldinho e Edmundo na Itália, nossos coleguinhas da imprensa esportiva brasileira voltaram a falar do futebol itali... Duda Guennes · 16 de março de 1998 · 10K
Pelourinho Coitada da Língua Portuguesa Ficamos muito agradecidos a Amílcar Caffé por nos informar sobre a pronúncia brasileira de Osvald e de Elis. Vejamos, porém, que nenhum destes antropónimos é da Língua Portuguesa, mas sim do inglês. Apenas Osvald está grafado um pouquito à portuguesa, porque substituíram o w (que não pertence à nossa língua) por v. Mas o verdadeiro aportuguesamento seria Osvaldo. Nós, portugueses, não vivemos no Brasil. Como nã... José Neves Henriques (1916-2008) · 13 de março de 1998 · 3K
Antologia // Portugal Portanto Hoje toda a gente diz portanto. Toda a gente é talvez um exagero, uma falta de rigor, mas toda a gente já reparou que muita gente diz portanto, a torto e a direito. Sobretudo gente culta, ou tida como culta, vá-se lá saber em muitos casos por que bulas, mais nas cidades do que no campo – políticos, militares, advogados, médicos, engenheiros, professores, estudantes, jornalistas, escritores, todos dizem portanto, dando a ideia de que se trata de palavra indispensável, ou p... Afonso Praça · 12 de março de 1998 · 7K
Diversidades Em defesa do português Está havendo uma agradável polémica na imprensa brasileira sobre a maneira correcta de escrever o nome das equipas italianas, se na forma masculina ou feminina. A Juventus ou o Juventus? Para vocês sentirem o calor dessa pendenga vou transcrever um pequeno trecho de uma crónica, assinada por Fernando Calazans, que tem tudo a ver com o que também se passa aqui sobre o mesmo assunto. Atenção, que lá vai prosa: Duda Guennes · 5 de março de 1998 · 9K
O nosso idioma // Léxico Papá, mamã Como refere o autor neste artigo*, papá e mamã «são os primeiros vocábulos que a criança tartamudeia ao ensaiar-se na linguagem (...), os primeiros acentos que balbucia, logo que as primeiras sensações do ambiente despertam no cérebro a razão bruxuleante, que põe em movimento os nervos motores da linguagem.». Qual a sua origem, afinal? * in Revista de Língua Portuguesa (Rio de Janeiro, 1921), com a transcrição do terceiro volume da antologia Paladinos da Linguagem (edição Aillaud e Bertrand, Lisboa, 1921), organizada por Agostinho de Campos. Manteve-se a grafia e respetiva norma originais. Carlos Góes · 5 de março de 1998 · 15K
Pelourinho O grandioso desfile do verbo haver «"Vão haver" muitos troços de Carnaval» - anunciava um dos eficientes repórteres do trânsito da rádio portuguesa, alertando os automobilistas mais desprevenidos para esta terça-feira de máscaras, folguedos e cabeçudos de ocasião. Confirmava aqui dois aspectos comuns a tais repórteres: a utilidade e os pontapés na gramática. A forma como empregam o infeliz verbo haver, essa, então, é um Entrudo diário. José Mário Costa · 27 de fevereiro de 1998 · 5K
Antologia // Portugal Culto da Língua Sempre houve, desde o século XVI até ao realismo, grande amor à língua, à sua pureza e ao seu enriquecimento; abundam os pleitos sobre estilo e muitos foram os autores que fizeram declarações enfáticas de sacrificar a esse culto da sua linguagem a maior divulgação que lhes daria o uso da castelhana, entre eles António Ferreira e Frei Bernardo de Brito, como também houve os que souberam tornar-se clássicos tanto na portuguesa como na castelhana. Mas esses desvelos visavam à criação de um estil... Fidelino de Figueiredo · 26 de fevereiro de 1998 · 3K
Antologia // Portugal Como devem ser na escola as lições da linguagem Um livro, para a escola velha, é um frasquinho cheio de «ciência»; um livro, para o laboratório, é como um estojo com instrumentos; por isso ele é decorado dentro da aula, e por isso no laboratório ele é usado. As ideias, para o cientista, são ferramentas e são bússolas; para os estudantes, são ainda como panóplias de museu... António Sérgio · 19 de fevereiro de 1998 · 3K
O nosso idioma Decifrando o "economês" * "Debêntures terão alíquota de IOF menor". Desde que leu este título numa matéria de um jornal do Rio, há quase meia década, um jornalista da Geral praticamente desistiu de ler algo sobre Economia. De lá para cá, muita coisa mudou nas editorias. A economia estável trouxe a cobertura para o mundo real e há muita casa própria, caderneta de poupança, taxas de juros do comércio, simulações sobre o desconto do Imposto de Renda e desemprego nas páginas. 18 de fevereiro de 1998 · 5K