Pelourinho Trata-se de (e não "tratam-se" de) «Ronaldinho alertou que [Simão Sabrosa e Geovanni] se tratam de jogadores perigosos e muito rápidos». [in "24 Horas" de 28/03/2006] A construção verbal tratar-se de, no sentido de «estar a falar-se de», só se utiliza no singular: «Trata-se de atletas empenhados», «trata-se de jogos difíceis». É o mesmo que dizer «estamos a falar de...», que se mantém in... José Mário Costa, Maria Regina Rocha · 29 de março de 2006 · 6K
Lusofonias A pedagogia de Baptista-Bastos Sociedade da Língua Portuguesa[No] terceiro ano consecutivo da atribuição do Prémio da Crónica João Carreira Bom / SLP, que foi instituído por cinco anos, com o patrocínio da Empresa Vodafone, a Sociedade da Língua Portuguesa e o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa têm o imenso prazer e honra de o atribuir este ano a Armando Baptista-Bastos.Quero uma vez mais agradecer ao Senhor Dr. António Carrapatoso, presidente do Conselho de Administração da Empresa Vodafone, o patrocínio a... Elsa Rodrigues dos Santos · 27 de março de 2006 · 5K
Lusofonias As palavras Meus Amigos:Enchi a vida de palavras, na tentativa de as perfilar com honra e na presunção de ser emissário de algumas verdades. Nunca as palavras, para mim, foram exercícios de futilidade, ou perversos jogos de ocultação. Também elas me ensinaram a vigiar o meu próprio arbítrio, e me levaram a compreender que a sua beleza interior, o significado oculto dos seus étimos constituíam o corpo do seu poder subversivo. Ainda hoje, com mais de cinquenta anos de ofício, entre tropeços, quedas e ... Baptista-Bastos · 27 de março de 2006 · 3K
Pelourinho «Confirma-se que…» + a dif. entre «de encontro a... » e «ao encontro de...» 1. «"A Polícia Judiciária Militar confirmou que está a investigar outros casos relacionados com o comércio de armas. Por agora, não se confirmam que os inquéritos em curso estejam relacionados com a megaoperação da PSP desencadeada há três dias» [in "Jornal da Tarde", RTP-1, João Fernando Ramos, 26 de Março 2006]. «Não se confirma» é a construção correcta, pois trata-se de uma (...) Maria Regina Rocha · 27 de março de 2006 · 4K
Pelourinho A/o câmara ( e não a/o "camera") + a troca da fobia pela preferência 1. No programa "Bom Dia Portugal" da RTP-1, de 23 de Março p.p., numa reportagem sobre um navio inglês afundado ao largo de Faro, surgia a legenda «João Bispo - Imagens Camera Subaquático». Câmara é a palavra portuguesa correcta do género masculino («o câmara») que designa actualmente o profissional cuja função é captar imagens através de uma máquina de filmar. No feminino («a câmara») designa... Maria Regina Rocha · 24 de março de 2006 · 3K
Pelourinho Português e os mestres Grafias erradas, frases mal construídas, redundâncias, incongruências, falhas de concordância ou de regência e erros de tradução proliferam no português escrito e falado, hoje em Portugal – é a síntese de um artigo do jornalista Francisco Belard, publicado no caderno "Actual" do semanário "Expresso" do dia 18 de Março de 2006, a propósito do livro Gente Famosa Continua a Dar Pontapés na Gramática – Manual de Erros e Correcções de Linguagem, de Lauro Portugal (Roma Editora, 2006). Francisco Belard · 23 de março de 2006 · 7K
Pelourinho A insistência na "precaridade" O erro parece ter-se imposto, pois não há jornal nem jornalista - do audiovisual mas também da escrita, alguns, até, com responsabilidades acrescidas - que não tropecem no erro da "precaridade". Como já aqui abordámos por diversas vezes o tema, o termo correcto é precariedade, visto ser um derivado de precário. Os substantivos abstractos da mesma família de adjectivos terminados ... Maria Regina Rocha · 21 de março de 2006 · 3K
Pelourinho Esperar por ou para? «No fim dos trabalhos do Congresso do PSD, os delegados não esperaram por ouvir os resultados das votações», referiu a repórter da RTP , na cobertura reunião magna do principal partido da oposição português, no domingo passado. Pretendia dizer «não esperaram para ouvir». A confusão entre as duas preposições (por e para) deu-se porque o ve... Maria Regina Rocha · 20 de março de 2006 · 29K
Pelourinho Arrisca-se a vida … não a morte Numa peça sobre a imigração clandestina vinda de África para a Europa, emitida [numa noite destas] pelo "Jornal 2" da RTP-2, ouviu-se que esses clandestinos «dizem que arriscam a morte, porque é a única opção de sobrevivência.» () Obviamente que ninguém arrisca a morte, mas… a vida. Por isso, deveria ter sido dito que "arriscam a vida", põem a vida em risco, confrontando-se, portanto, com a possibilidade de morrer. O que é posto em risco é a vida, não a morte. Maria Regina Rocha · 16 de março de 2006 · 2K
Pelourinho Fizeram-se estádios e não "fez-se estádios" «Vendem-se casas» e «Arrendam-se apartamentos» são as frases mais vulgarmente apresentadas como exemplos do emprego adequado da voz passiva com a partícula apassivante "se". A frase utilizada por Marcelo Rebelo de Sousa no passado domingo, dia 12 p.p., no seu programa "As Escolhas de Marcelo", na RTP-1 («"Fez-se" a correr não sei quantos estádios para o Euro!») é mais um dos exemplos a evitar. O adequado é, portanto, fizeram-se estádios, vêem-se agora os resultados, etc. Maria Regina Rocha · 14 de março de 2006 · 5K