O nosso idioma // A arte do uso da linguagem Antonomásias e hipocorísticos «O que se requer ao insulto para ser arte é elevação, e a única via que eleva é o apuramento da linguagem. Dizer de certo sujeito que é «alcançadíssimo de inteligência» ou que o caracteriza «extrema parcimónia das faculdades mentais» é melhor do que chamar-lhe idiota: não apenas tem graça como suplanta o sentimento de caridade pelos menos afortunados, facilitando a apreciação da frase em si mesma, sem consideração do efeito que venha a produzir no visado. O desprezo da linguagem é que por ... Abel Barros Baptista · 29 de novembro de 2012 · 7K
O nosso idioma // Mau uso da língua no espaço público O valor da palavra «A palavra previsão utilizada na economia é, aliás, digna de análise. Prever é ver antes, coisa que (salvo em casos de bruxaria) se realiza pelo método científico: certos fenómenos quando ocorrem em determinadas condições ou ambientes têm consequências que se podem antever. Os economistas e as suas instituições podiam preferir outras palavras: «estimativa», por exemplo; ou «projeção»; ou, para serem totalmente honestos, apenas «palpite».[…] Se a palavra fosse palpites, talvez... Henrique Monteiro · 27 de novembro de 2012 · 4K
Pelourinho Brevidade e clareza «[…] escrever bem é saber cortar palavras, é saber reescrever textos, é ser breve. Ser contido nas palavras não implica ser simples ou superficial, mas antes saber utilizar as palavras certas e em poucas linhas transmitir a dimensão de um acontecimento.», como se aponta neste texto publicado no jornal i, do dia 26 de novembro de 2012, que a seguir se transcreve na íntegra, com os devidos agradecimentos ao autor e ao diário português. Wilton Fonseca · 26 de novembro de 2012 · 5K
Pelourinho // Revisão de texto Uma mandatária transformada em bastonária Nas Breves do Expresso de 24 de novembro de 2012 (Primeiro Caderno, p. 11) diz-se: «AUTÁRQUICAS — Isabel Magalhães, independente, ex-bastonária de Jorge Sampaio em Cascais e ex-vereadora da oposição (eleita nas listas do CDS) no mandato de José Luís Judas, vai candidatar-se a Cascais.» Paulo J. S. Barata · 26 de novembro de 2012 · 3K
Acordo Ortográfico // Controvérsias O Acordo, outra vez «Para além da questão jurídica e cultural de fundo, é uma questão política assaz bizarra. E a questão política actualmente resume-se a isto: estão a ser aplicadas não uma, mas três grafias da língua portuguesa. A correcta, em países como Angola e Moçambique, a brasileira (no Brasil) e a pateta (em Portugal e não se sabe em que outras paragens).» [Artigo do autor, opositor desde a primeira hora da adoção do <a href="http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?action=acordo&v... Vasco Graça Moura · 21 de novembro de 2012 · 4K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Consecutivamente ≠ repetidamente «Falar repetidamente» de um determinado assunto nada tem que ver com «falar consecutivamente» sobre esse mesmo assunto como se aponta neste texto publicado no jornal i do dia 19 de novembro de 2012, que a seguir se transcreve na íntegra, com os devidos agradecimentos ao autor e ao díário português. Wilton Fonseca · 19 de novembro de 2012 · 5K
Pelourinho // Inadequação vocabular Um lagar posto a "produzir" azeitonas... Em matéria de língua portuguesa, basta estar atento e o insólito aparece mesmo nas situações mais inesperadas. Surge onde está a linguagem e esta está por todo lado. Um dia destes à mesa dei comigo a ler o contrarrótulo de uma garrafa de azeite Esporão. O texto rezava assim: Paulo J. S. Barata · 18 de novembro de 2012 · 4K
Pelourinho // Revisão de texto Uma revisão in(c)sipiente Um desastrado insipiente no lugar que devia ter sido corretamente escrito: incipiente. «Este é um daqueles erros detetáveis apenas pelo olho humano. Só não erra quem não escreve. Mas já se compreende pior que nem os copidesques de um jornal de referência – certamente não insipientes, e cujos conhecimento e experiência não serão, também, incipientes – o tenham evitado...» Paulo J. S. Barata · 13 de novembro de 2012 · 5K
Acordo Ortográfico // Critérios a rever – propostas e sugestões Discricionariedades e incongruências nos vocabulários portugueses pós-Acordo Ortográfico Em texto originalmente publicado em página pessoal, D´Silvas Filho explica por que razão não concorda com alguns dos critérios seguidos pelos vocabulários ortográficos atualmente disponíveis em Portugal (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Porto Editora, e Vocabulário Ortográfico do Português, do Instituto de Linguística Teórica e Computacional – ILTEC), na aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 (AO). 1. Hífenes D´Silvas Filho · 13 de novembro de 2012 · 6K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público «Próximos do prazo de validade» «O prazo pode determinar a validade, a validade não afecta o prazo», alerta o jornalista Wilton Fonseca, a propósito da frase «[os medicamentos] estão próximos do prazo de validade». In jornal "i" de 12/11/2012. A questão é o «prazo de validade», ou a maneira como uma simples notícia – a criação de um banco de medicamentos e produtos de saúde para os mais carenciados – pode ser transformada num quebra-cabeças. Wilton Fonseca · 12 de novembro de 2012 · 6K