O nosso idioma // Pontuação Ao arrepio da norma Na frase «Estava precioso: tinha fígado e tinha moela: o seu perfume enternecia: três vezes fervorosamente, ataquei aquele caldo.», o uso dos dois pontos não segue a norma. A obra A Cidade e as Serras foi publicada em 1901, um ano após a morte de Eça de Queirós, que faleceu antes de ter conseguido fazer a revisão total das provas desta obra. Assim, embora na primeira edição a pontuação da frase seja a que é acima transcrita, há edições em que a frase apresenta a seguinte pontuação: Maria Regina Rocha · 2 de maio de 2012 · 6K
Pelourinho O plafond e demais família «Sem se importar com a tradução mais óbvia – o vulgaríssimo «tecto» – o "plafond" montou casa para toda a família: o “plafonamento”, o “plafonado” e o “plafonar” já estão instalados; aguarda-se para breve a chegada dos demais parentes». Texto publicado no diário “i” de 27/04/2012, à volta de um modismo que medrou nos media e na boca dos políticos portugueses. Manteve-se a grafia de 1945, seguida ainda pelo jornal. Titulo da responsabilidade do Ciberdúvidas, adaptado a esta rubrica. Wilton Fonseca · 28 de abril de 2012 · 7K
Controvérsias O predicativo do sujeito e o se da construção impessoal reflexa Réplica do autor à divergência do consulente João de Brito, O predicativo do sujeito, os modificadores e o «se. Li muito atentamente os seus reparos, e eu vou reparar bem neles, de início, a partir do nº.3 e, mesmo no final, não descurarei o nº.1. E reparei, antes de mais, na sua afirmação inicial: «Tal como se conhece, o predicativo do sujeito integra sempre o predicado». Não deveria ter escrito «como se conhece», mas «como eu o conheço» — o que faz uma diferença muito grande. Virgílio Catarino Dias · 26 de abril de 2012 · 5K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Desventuras de um por ventura Numa entrevista do presidente do Banco Espírito Santo português, Ricardo Salgado, e referindo-se à privatização da TAP e à possibilidade de a Iberia poder vir a ser a companhia escolhida para o negócio, pode ler-se: «Não digo isso. Por ventura a Iberia e a British Airways poderão fazer uma proposta onde deem garantias mas isso deve ser o Estado a julgar, não eu» (Expresso, Caderno Economia, n.º 2060, 21 de abril de 2012). Paulo J. S. Barata · 26 de abril de 2012 · 4K
Acordo Ortográfico // Controvérsias «O acordo é mau porque a ideia de lusofonia é má» Entrevista publicada no jornal "i" de 24 de abril de 2012 do diretor do programa de Teoria da Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Nela, considera o Acordo Ortográfico (AO) «um desastre», insurgindo-se contra a sua adoção nas universidades portuguesas. A entrevista conduzida pelo jornalista Nelson Pereira, sob o título “A lusofonia é uma espécie de colonialismo de esquerda”. Manteve-se a grafia segundo a norma de 1945 seguida ainda pelo jornal. Miguel Tamen · 25 de abril de 2012 · 5K
Lusofonias // Timor-Leste Timor-Leste, tétum, português, língua indonésia ou inglês? «Os artigos 13.º e 159.º da nossa Constituição determinam que o tétum e o português são as nossas línguas oficiais e a língua indonésia e inglês são línguas de trabalho. Será possível atitude mais aberta e pragmática do que esta?», defende o ex-Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, neste artigo publicado no jornal português Público de 22/04/2012, em que contesta a perspetiva anglófila de um professor da Universidade Nacional de Singapura, Victor R. Savage. Texto escrito conforme a norma ortográfica de 1945. José Ramos-Horta · 24 de abril de 2012 · 7K
O nosso idioma // literatura Questão de Pontuação Todo mundo aceita que ao homem cabe pontuar a própria vida: que viva em ponto de exclamação (dizem: tem alma dionisíaca); viva em ponto de interrogação (foi filosofia, ora é poesia); viva equilibrando-se entre vírgulas e sem pontuação (na política): o homem só não aceita do homem que use a só pontuação fatal: que use, na frase que ele vive o inevitável ponto final. João Cabral de Melo Neto · 19 de abril de 2012 · 8K
Acordo Ortográfico // Controvérsias A CPLP e a consagração do desacordo ortográfico «O facto de o AO não concitar qualquer consenso nem contribuir para unificar seja o que for é razão suficiente para, no mínimo, se suspender a sua aplicação e fazer respeitar a <a style="font-style: italic;" href="http://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepubli... António Emiliano · 19 de abril de 2012 · 6K
Acordo Ortográfico // Notícias Um acordo desafinado «A nova ortografia do português divide opiniões, mas entrou numa rota sem marcha-atrás», escreve-se neste texto publicado no Expresso de 14/04/2012, aqui transcrito na íntegra, com a devida vénia ao autor e ao semanário português. Leia-se também, no fim, os três textos complementares desta peça, Acordo mínimo, Datas para um acordo e A favor e contra. Valdemar Cruz · 19 de abril de 2012 · 4K
Pelourinho Lapsus carni Sobre um danoso lapsus linguae que foi tudo menos um lapso. Texto inserto no jornal “i” de 13/04/2012. O ministerioso lapso tão danoso para os bolsos dos funcionários públicos e dos reformados [em Portugal] foi tudo menos um lapso, mas não houve um único jornalista que chamasse a atenção para isso. Política à parte. “Lapsus”, em latim, significa «escorregadela». Wilton Fonseca · 14 de abril de 2012 · 7K