Textos publicados pela autora
Uso do gerúndio em Portugal
Pergunta: Porque em Portugal não se usam os verbos no gerúndio?Resposta: Não é correto afirmar que em Portugal não se usam os verbos no gerúndio. Apesar de não ser tão comum comparativamente ao uso no português do Brasil, o gerúndio é utilizado em português europeu, nos chamados dialetos centro-meridionais (principalmente nas regiões do Alentejo e Algarve) e nos dialetos insulares (arquipélagos da Madeira e Açores). Em alternativa, é mais comum o uso do infinitivo – «Lá foram eles, a correr e a cantar», em...
Avulso, adjetivo que concorda em género e número
Pergunta: «Aulas avulso», ou «aulas avulsas»?
Obrigada.Resposta: Avulso é um adjetivo de dois géneros pluralizável (avulso/a, avulsos/as). Como tal, deve concordar em género e em número com o substantivo correspondente. Neste exemplo concreto, o correto será: «aulas avulsas»....
O País de Gales
Pergunta: A expressão «... País de Gales...» está correcta ou errada? Pode-se escrever sem o artigo neste caso específico?
«Não estou a ver a Inglaterra a jogar contra País de Gales sem sofrer.»
ObrigadoResposta: É necessário escrever o artigo definido masculino antes do nome geográfico Pais de Gales para a frase ficar correta: «Não estou a ver a Inglaterra a jogar contra o País de Gales sem sofrer.» Somente em títulos, como «Bélgica vence País de Gales», se poderá omitir o artigo....
Muito: quantificador e advérbio
Pergunta: Como é que posso distinguir um quantificador existencial de um advérbio de quantidade/grau? Por exemplo, o muito faz parte das duas classes?Resposta: A palavra muito é um quantificador quando se combina com um nome: «muito pão». É um advérbio quando modifica um verbo («ler muito»), um adjetivo («muito grande») ou um advérbio («muito rapidamente»).
O Dicionário Terminológico considera que o quantificador existencial é «utilizado para asserir a...
«As "mais piores"»?!...
«(...) o FC Porto soma até agora 13 derrotas, situando a época 2015 entre as mais piores da história do clube.»
[jornal “Público”, 12/04/2016]
O mau emprego do comparativo de superioridade do adjetivo mau1 ou do advérbio mal é dos deslizes mais recorrentes na imprensa portuguesa, anos e anos a fio...
(...)...
