Ruy Castro - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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Ruy Castro
Ruy Castro
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Ruy Castro (Caratinga, 1948) é um jornalista e escritor brasileiro. Cronista da Folha de S Paulo e no Diário de Notícias, sendo autor de várias biografias de celebridades, como Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda, por exemplo Com o seu livro Carmen: uma biografia, ganhou o Prémio Jabuti, em 2006. Da sua obra, destacam-se ainda: O Anjo Pornográfico – A Vida de Nelson Rodrigues (1992),  Bilac vê estrelas (2000), O Pai que era Mãe (2001),  Era no tempo do rei: um romance da chegada da corte (2007) e Carnaval no Fogo – Crônica de Uma Cidade Excitante demais.

 
Textos publicados pelo autor
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Uma evocação do autor da celebrada frase «O óbvio ululante»

Nelson Rodrigues (1912 – 1980)  –  dos mais talentosos e criativos escritores em língua portuguesa (foi jornalista, romancista, folhetinista, ainda hoje considerado o mais influente dramaturgo do Brasil)  – recordado neste  artigo de Ruy Castro  sobre a sua faceta mais conhecida de cronista de costumes e de futebol. «O sol de derreter catedrais» ( para definir o Rio de Janeiro no verão), «Os jovens têm todos os defeitos dos adultos e mais um − o da inexperiência» e «O óbvio ululante» foram algumas das saborosíssimas frases de toda uma galeria de imagens e expressões ainda hoje celebradas. 

in Diário de Notícias de 2 de fevereiro de 2019

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Novos calões, gírias, escárnios e maldizeres no Brasil

«Lacrar», «causar», «sinistro», «apurandoso» e «quitinete»  são alguns exemplos de  «novas maneiras incompreensíveis de falar surgem todos os dias no Brasil» –  enumerados nesta crónica  do jornalista e escritor Ruy Castro, respigada do jornal português  Diário de Notícias de 23 de dezembro de 2018.

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Ódio – foi a sugestão do escritor e jornalista Sérgio Rodrigues como a palavra do ano em 2018 «Não foi nos livros que a encontrei. Foi nas ruas do meu país», escreveu ele na sua coluna no jornal Folha de S. Paulo, em 11/10/2018, tema respigado pelo também escritor e jornalista brasileiro Ruy Castro em crónica publicada no jornal português Diário de Notícias de 28 de outubro de 2018.

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O gosto de Tom Jobim pelas palavras

Evocar o músico e compositor brasileiro Tom Jobim é também lembrar o seu gosto pelas palavras, pela etimologia e pelos dicionários, tal como acontece neste texto publicado no Diário de Notícias de 21/10/2018 e da autoria do  escritor Ruy Castro.

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« (...) Portugal decretara o fim do y (e do k, do w, do ph, do th, dos mm, dos mn e dos nn) na sua grande reforma ortográfica de 1911 que o Brasil, teimoso e desobediente, não seguira. Com isso, naqueles primórdios do século, o milenar Portugal já modernizara a sua língua enquanto o Brasil, que se julgava avançado e do Novo Mundo, continuara a escrever coisas como phonographo, Nictheroy e hypertrophia. Para piorar, condenara seus Ruys a um lado do Atlântico enquanto os Ruis ficavam do outro. (...)»

Assim se confessa o jornalista e escritor brasileiro Ruy Castro, que, em crónica publicada no Diário de Notícias de 2 de setembro de 2018, conta o que tem sido escrever o seu nome próprio com y no meio dos (des)entendimentos ortográficos entre o Brasil e Portugal.