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Nelly Carvalho
Nelly Carvalho
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Nelly Carvalho. Pela Universidade Federal de Pernambuco, possui o curso de graduação em Letras (1957), mestrado (1982) e doutorado (1993). Atualmente é membro da comissão editorial da Companhia Editora de Pernambuco, faz parte da diretoria da Aliança Francesa, professora da Faculdade Frassinetti do Recife, conselheira do Conselho Estadual de Educação, professora adjunto 4 da Universidade Federal de Pernambuco, colunista do Jornal do Commercio desde o ano de 1983, membro do Conselho Científico da Revista Investigações como também da Coleção Linguagens da Editora Prismas (Curitiba). Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Linguística Histórica - atuando principalmente nos seguintes temas: Publicidade, Cultura, Léxico, Linguagem e Língua Portuguesa.

 
Textos publicados pela autora

Foi comemorado, na segunda-feira, 5 de novembro, o Dia da Língua Portuguesa, nossa língua materna, que é a terceira língua mais falada do mundo ocidental. O enorme contingente de falantes do português é constituído, na sua maior parte, por nós brasileiros. Os milhões de falantes deste País continental superam os apenas 9 milhões de falantes do pequenino Portugal. Por isso, não entendem muitos a nomeação de língua portuguesa, uma vez que somos a maioria. Certo que a diferença de usos entre os ...

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Durante a atual rodada bem disputada do campeonato brasileiro, é  oportuno comentar os usos freqüentes na forma de descrever e comentar os jogos. Um dos processos mais corriqueiros é a intensificação, ou seja, a hipérbole ou forma de exagerar, pouco estudada na gramática. É manifestada por advérbios, adjetivos e locuções, como também pela gradação sufixal de nomes, por verbos e sua repetição, e largament...

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Um lingüista alemão, Pörksen, denomina «palavras de plástico» as que entram na moda com sentidos imprecisos, servindo para tudo. São expressões novas da linguagem mediática, que resultam de mudança de significado criadas por especialistas de diversas áreas e caem no gosto do falante comum, sem entender bem o significado, pelo teor de modernidade.

Outro alemão, Werner Ludger Heiderman (UFSC), denominou-as «palavras-chiclete», porque depois de muito usadas são jogadas fora.

Acordo ou desacordo? Parece que ninguém se entende bem nesta questão de ortografia da língua portuguesa, sobretudo os maiores interessados, que são os povos que a falam. Cada um acha que o outro foi o privilegiado na escolha da forma para a grafia, e todos temem se atrapalhar na hora da mudança.