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Júlio Brandão
Júlio Brandão
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Júlio Brandão (Famalicão, 1869 – Porto, 1947) foi um escritor português. Professor e arqueólogo, foi também diretor do Museu Municipal do Porto e sócio da Academia Nacional de Belas Artes. Colaborou em diversas revistas portuenses, como A Águia. Entre 1929 e 1933, dirigiu a revista Soneto Neo-Latino. Da sua obra, destacam-se: O Livro de Aglais (1892), Mistérios da Rosa Branca (1898) e Nuvem de Oiro (1912).

 
Artigos publicados pelo autor

Esta nossa língua portuguesa está a reclamar os seus panegiristas, galhardos paladinos que a defendam e enalteçam, de tal maneira deve andar envergonhada do desprezo com que tantos a maltratam, e bem saudosa do vivo amor que tantos lhe sagraram. O autor da «Côrte na Aldeia» já clamava com mágoa, quando tecia encómios à sua amada língua: «Para que diga tudo, só um mal tem, e é que, pelo pouco que lhe querem seus naturais, a trazem mais remendada que capa de pedintes.» Que faria se ele a...

Tudo que seja defender e preconizar a beleza e pureza da linguagem é um óptimo serviço feito às Letras. Não quer dizer que esse louvor, para quem o entenda em sentido mesquinho, deva fempecer a vida latejante, a poesia alada, a originalidade e a arte de cada publicista, prendendo-lhe o voo às rebuscadas do Léxico. Já Eça de Queiroz dizia a Camilo, na deliciosa carta póstuma, que Camilo não chegou a ler: "Falando de V. Exª, eu considero sempre a sua imaginação, a sua maneira de ver o mundo, o ...