João Melo - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
João Melo
João Melo
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João Melo (Luanda, 1955) é um escritor e jornalista angolano. Foi ministro da Comunicação Social até outubro de 2020 Licenciado em Comunicação Social e mestre em Comunicação e Cultura no Rio de Janeiro, trabalhou na Rádio Nacional de Angola, no Jornal de Angola e na Agência Angola Press. Para além de membro fundador da União dos Escritores Angolanos, foi também secretário-geral e presidente da Comissão Diretiva do mesmo. Das suas obras, destacam-se: Fabulema (1986), O caçador de nuvens (1993) e Cântico da terra e dos homens (2010). Mais aqui.

 
Textos publicados pelo autor
Literaturas de língua portuguesa: as trocas que não existem
Intercâmbio perde vitalidade

«Talvez mais lamentável e contraditório, tratando-se de uma organização criada sob a bandeira da língua e da cultura, seja a ausência de um efetivo intercâmbio cultural entre os países membros da CPLP» – opina o escritor angolano João Melo, criticando a perda de vitalidade no intercâmbio entre escritores e circulação de livros na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Artigo publicado no Diário de Notícias em 12 de outubro de 2021 (ver também, do mesmo autor, "Que lusofonia é essa?", em 1 de outubro de 2021).

A propósito da CPLP
Falta de visão e estratégia

«Como cidadão desta comunidade, seja lá o que isso for, defendo que a mesma deve ser uma comunidade "total", ou seja, ao mesmo tempo linguística, cultural, económica, diplomática, científica, tecnológica, em suma, multiforme» – afirma o escritor angolano João Melo, criticando o funcionamento da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Artigo transcrito a seguir, com a devida vénia, publicado no Diário de Notícias de 5 de outubro de 2021.

Que
Os repetidos atos falhados por Portugal e pelo Brasil

«O conceito de lusofonia, embora seja prático, é claramente um conceito ambíguo e limitado, que não exprime toda a complexa realidade constituída e vivenciada pelos povos de língua portuguesa» – argumenta João Melo neste artigo publicado no Diário de Notícias, no dia 28 de setembro de 2021, acerca do conceito de lusofonia e das falhas relativamente à literatura que se cometem à volta das comunidades de língua portuguesa.

Português, língua nacional angolana – 2
As responsabilidades do segundo país com mais falantes de português no mundo

Segundo artigo* do jornalista, escritor e ex-ministro angolano João Melo sobre a situação do português no segundo país com mais lusofalantes em todo o mundo, depois do Brasil, com considerações ainda sobre o impasse no país sobre Acordo Ortográfico de 1990.

* in Jornal de Angola, de 8 de julho de 2020 (a transcrição conserva a  norma ortográfica do original, de 1945, ainda em vigor em Angola).

Na imagem, Novo dia alegre em Luanda – III (2016), de Álvaro Macieira. Fonte: página pessoal do artista.

Português, língua nacional angolana – 1
Política linguística precisa-se em Angola

«Que língua portuguesa é essa que os angolanos falam? Quando mais virou “mas” e sou é substituído por , por exemplo, a resposta pode ser perturbadora», escreve o escritor, escritor e ex-ministro João Melo, neste primeiro artigo* em que aborda a situação da língua portuguesa no segundo país da CPLP com mais lusofalantes, defendendo que tudo passa pela «escola» – com as indispensáveis «balizas (normas ortográficas, gramática, vocabulário, etc.).»

 *Publicado em 1 de julho de 2020 no Jornal de Angola, a que seguiu um segundo texto, ambos escritos conforme a norma de 1945, ainda em vigor no país.

Na imagem, Paisagem de Angola com embondeiro e figuras (1990), de Albano Neves e Sousa (1921-1995). Fonte: Invaluable.