Chico Viana - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Chico Viana
Chico Viana
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Doutorado em Teoria Literária pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Escreve a coluna "Falou e Disse" no Jornal Paraíba em que discute problemas ligados ao uso do português e esclarece dúvidas dos leitores 

 
Textos publicados pelo autor
Oxítonos
Baticum, pangaré Xodó e outras palavras agudas menos correntes

«Os proparoxítonos são nobres. Os paroxítonos , triviais (correspondem à maior parte do léxico).  O que dizer dos oxítonos? Com a tônica na última sílaba, eles têm um quê de retumbante e definitivo. Só se dão por inteiro. Nada os pode mutilar, sob pena de lhes destruir a alma, o icto, a sílaba tônica.»

O escritor e jornalista  brasileiro Chico Viana brinca em torno das palavras agudas (palavras oxítonas), particularmente abundantes nas variedades linguísticas do Brasil, neste texto publicado no Facebook Língua e Tradiçãono dia 2 de julho de 2021.

O sol nasceu
Estilo e mutação cultural

«Aí pelo século XIX, não se dizia "O sol nasceu". Uma frase como essa era um resumo que o autor rascunhava e escondia, com medo de que o acusassem de falta de imaginação ou indigência verbal.» Assim se exprime o escritor  brasileiro Chico Viana em crónica dedicada a comparar o estilo literário do século XIX ao de hoje.

Texto publicado no mural Língua e Tradição (Facebook, 7 de maio de 2021) e aqui transcrito com a devida vénia.

Notas sobre a voz passiva
Para um uso criterioso

«Há manuais de redação que rejeitam o uso da voz passiva. Orientam que se diga, por exemplo, "O diretor suspendeu os alunos", em vez de "Os alunos foram suspensos pelo diretor". Existem casos, no entanto, em que a passiva é desejável», afirma o professor brasileiro Chico Viana, num texto que trata dos efeitos estilísticos da voz passiva. 

Texto publicado originalmente no Facebook Língua e Tradição no dia 27 de setembro de 2020.