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Textos publicados pelo autor

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O uso do verbo entender, novamente

Pergunta: Na frase que se segue, o que devo usar? «... entende-se que nas empresas (existem ou existam?) em simultâneo uma enorme...» Antecipadamente agradeço esclarecimento.Resposta: Tudo depende do contexto. Há, pelo menos, duas leituras, se o verbo significar «perceber, compreender»: a) ... entende-se [= «compreende-se»] que nas empresas existem... b) ... entende-se [= compreende-se que se diga] que nas empresas existam... Se entender significa «considerar», a sequência deverá...

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A classe de palavras de bilião em «Os biliões de homens...»

Pergunta: Na frase «Os biliões de homens que povoaram a terra», «os biliões» é um nome, ou um numeral? Agradecia o vosso esclarecimento.Resposta: O numeral em apreço pode também ser usado como substantivo (ou nome), justamente em contextos como o indicado na pergunta. Indicativo do seu estatuto nominal é a presença do artigo definido: «os biliões». O Dicionário Houaiss assinala esse facto, quando diz que, «por sua natureza substantiva, este numeral é empregado precedido de outros numerais, artigos, pronomes...

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Acetileno e acetilene

Pergunta: Porquê o dicionário da Academia põe acetileno /aseti'lenu/ mas acetilene /aseti'lEni/ (E = aberto)?Resposta: No sufixo -eno, a letra e é sempre pronunciada como vogal fechada (símbolo fonético [e]). A forma acetilene, que no Dicionário Houaiss é variante não preferível de acetileno, tem vogal aberta na penúltima sílaba, provavelmente por influência francesa, visto ser adaptação do francês acetylène, cujo -è- é pronunciado...

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A origem de Covelos, Fórnea, Rogela, Sarnadinha e Trevim (Lousã,

Pergunta: Qual é a origem dos seguintes topônimos, ocorridos na vila da Lousã (Portugal): Covelos, Fórnea, Rogela, Sarnadinha, Trevim? Agradeço.Resposta: A informação que se segue é quase toda retirada de José Pedro Machado, Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, acompanhada, nos dois últimos casos, de brevíssimos comentários meus. Covelos«Dim. do ant. adj....

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A formação dos patronímicos

Pergunta: Como eram formados os patrônimos em português (ou ibéricos)? Vários nomes parecem apenas adicionar -es, por vezes deitando fora a vogal final (Henrique – Henriques; Fernando – Fernandes; Martim – Martins), enquanto em outros parece haver influência de formas mais arcaicas do nome ou evolução do próprio patrônimo (Vasco – Vaz; Gonçalo – Gonçalves; Diogo – Dias). Existe uma regra geral que se possa formular?Resposta: A regra geral já foi exposta noutras respostas. O patronímico, que é típico da onomástica ibérica...
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