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Textos publicados pelo autor

Consultório

Variação em grau e particípios passados

Pergunta: Gostaria de uma frase (como exemplo) onde fosse empregado um verbo no particípio flexionado em grau. Bem sei que os verbos quando estão na forma nominal flexionam em gênero, número e grau, porém não consigo uma frase como exemplo, e as que crio ficam estranhas. Desde já agradeço a compreensão.Resposta: Se um particípio passado varia em grau, então é porque já não é usado como tal, mas, sim, como adjectivo. Por exemplo, a palavra cansado é particípio passado do verbo cansar, mas...

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«Tudo ao molho»

Pergunta: «Tudo ao molhe em Ypres.» Este título de uma notícia da revista portuguesa de desporto automóvel Auto Sport, edição de 12 de Junho, página 17, está correcto? O articulista queria referir-se ao facto de que no Rali de Ypres (Bélgica) estariam muitos inscritos, muitos carros em prova e presentes muitos favoritos à vitória. Será que não deveria dizer «Tudo ao molho», que julgo ser a expressão mais correcta e que sempre ouvi dizer? O facto de se tratar de um jornalista da Madeira a escrever a notícia, onde é muito...

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A regência do substantivo carta

Pergunta: Na oração «Ele descreve o problema num dos trechos da carta a D. Manuel.», qual seria a função sintática da expressão «a D. Manuel»?Resposta: Trata-se de um complemento nominal. O Dicionário de Regimes de Substantivos e Adjetivos, de Francisco Fernandes, assim o sugere, quando atribui ao substantivo carta regências construídas com as preposições a e para e a locução prepositiva acerca de, à qual podemos juntar outras palavras e...

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«Eis que» e «eis senão quando»

Pergunta: A locução conjuntiva «eis que» só pode ser temporal e jamais causal? Obrigada.Resposta: A sequência «eis que» não é uma locução conjuntiva, é apenas a associação da palavra eis, tradicionalmente classificada como advérbio, à conjunção que, introdutora de orações.1 A sequência em apreço encontra-se descrita por Maria Helena de Moura Neves, no Guia de Uso do Português (São Paulo, Editora UNESP, 2003): «1. Eis é palavra que aponta para adiante no texto,...

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Sobre a origem da expressão «carapau de corrida»

Pergunta: O significado da expressão «carapau de corrida» pertence ao senso comum,  mas qual é a sua origem?Resposta: A origem da expressão «carapau de corrida» é obscura, como se regista no livro Puxar a Brasa à Nossa Sardinha, da autoria da jornalista Andreia Vale (editora Manuscrito): «Não há uma explicação certa para a origem da expressão, mas uma das duas versões plausíveis é a de que os carapaus, mesmo sendo uma espécie de peixe que é rápida, acabam apanhados nas redes de pesca. Podemos daqui...
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