Textos publicados pelo autor
Acto ilocutório assertivo
Pergunta: Qual o acto ilocutório presente na frase «E pedi, mais que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos meus alunos: lealdade»?Resposta: Trata-se de um acto ilocutório assertivo, uma vez que pela frase «[...] o locutor compromete a sua responsabilidade sobre a existência de um estado de coisas e sobre a verdade da proposição enunciada (asserções, descrições, constatações, explicações, etc.) [...]» (Dicionário Terminológico). No caso, o locutor responsabiliza-se pela verdade da existência de um estado de...
Pólipo e «fechar-se em copas»
Pergunta: As minhas sinceras felicitações pelo vosso trabalho.
Venho, muito grata, pedir a fineza de me esclarecerem qual a pronúncia correcta da palavra: "pólipo", ou "polipo"?
Também gostaria de saber porque é que se diz que uma pessoa se "meteu em copas", quando não se manifesta sobre determinado assunto.Resposta: Agradecemos as suas felicitações.
A grafia e a pronúncia mais correctas da palavra em questão é pólipo (ver Textos Relacionados).
Sobre «meter-se em copas», diga-se que a forma...
Etimologia do nome Álvaro e do apelido Barros
Pergunta: Minhas saudações. Qual, por gentileza, é a origem do nome Álvaro, dos sobrenomes Ferreira, Correia, Barros e Lima? Há possibilidade de serem de origem lusitânica?
Muito grato antecipadamente.Resposta: Consultando José Pedro Machado, Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, lê-se o seguinte acerca da etimologia de Álvaro:
«De origem ainda controversa: Meyer-Lübke,...
O significado de «Sarampo, sarampelo, sete vezes vem ao pelo»
Pergunta: Ouvi recentemente o provérbio «Sarampo, sarampelo, sete vezes vem ao pêlo» num programa de rádio. Efectuei uma pesquisa para tentar perceber o seu significado, mas sem resultados. Poderia o Ciberdúvidas ajudar-me?
Obrigado.Resposta: O provérbio em apreço tem a seguinte variante:1
«Sarampo, sarampelho, sete vezes vem ao pêlo.»*
Trata-se de um dito que pertence ao conjunto dos provérbios relativos à saúde (por exemplo, «a doença vem a cavalo e vai a pé»; «a tinha é pior que a morrinha»; «água danificada fervida...
Complemento nominal, adjunto adnominal e adjunto adverbial
Pergunta: Considere-se a frase «Ele tomou vacina contra gripe suína».
Na sintaxe, «contra gripe suína» é um adjunto adnominal?Resposta: Há duas possibilidades de análise:
a) «contra gripe suína» é adjunto adverbial, fazendo parte do predicado da frase («tomou vacina contra gripe suína»);
b) o constituinte em apreço é complemento nominal (ou do nome), porque a palavra vacina pode seleccionar um complemento oblíquo («vacina contra qualquer coisa»).
Em Portugal, de acordo com o Dicionário...
