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António Correia de Oliveira
António Correia de Oliveira
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António Correia de Oliveira (São Pedro do Sul, 1879 – Antas, 1960), foi um poeta português. Estudou no Seminário de Viseu e trabalhou como jornalista no Diário Ilustrado em Lisboa. Poeta neogarrettista, foi um dos cantores do Saudosismo. Destacam-se algumas das suas obras: Aljubarrota ao Luar (1944), Redondilhas (1948), Azinheira em Flor (1954).

 
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Versos do poeta português António Correia de Oliveira (1879-1960), a propósito do amor e das maneiras de dizer adeus em português. Agradecemos à consulente Paula Cravo o ter-nos sugerido a disponibilização deste texto.

Madre língua portuguesa,
Sombra dos coros divinos;
— Milagre da naureza:
De rouca e surda rudeza
Erguida em sons cristalinos!

[...]

Alta espada de dois gumes,
Castelo das cem mil portas:
Língua viva, que resumes
— Rescaldo de ttantos lumes! —
O génio das línguas mortas...

[...]

Ai de mim! Para louvar-te,
Chovessem na minha mão
Estrelas de toda a parte;
Fosse um trovão a minha arte;
Fosse a minha alma um vulcão!