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Diminutiva ou diminuta?

Como está a confiança dos jogadores do Sporting?

«Estou preocupado, sim, em ajudar os jogadores e que a equipa cresça e ganhe essa confiança que já teve mais atrás e que agora está mais diminutiva, pelos resultados.»

Foi assim que Rui Borges (ex-treinador do Sporting Clube de Portugal) se expressou na conferência de imprensa de 30 de outubro de 2026, após a vitória do Sporting CP frente ao Casa Pia AC, ao falar da confiança da equipa, cujos resultados menos conseguidos tinham feito diminuir (a declaração pode ser ouvida a partir do minuto 9:40 da gravação da conferência de imprensa, disponível no site do jornal Record, aqui).

O problema está na utilização do adjetivo diminutiva, quando o que se pretendia dizer era diminuta. São palavras próximas na forma e na origem, mas com significados distintos.

Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa da Academia das Ciências de Lisboa, diminuto é um adjetivo que significa «que não é suficiente; que se situa abaixo das necessidades», podendo também significar «que é bastante pequeno, atendendo às dimensões» ou «que carece de alguma coisa, para ser perfeito ou completo». É, portanto, a palavra adequada para caracterizar algo que se encontra reduzido ou é escasso. Neste caso, a confiança da equipa estava mais reduzida em consequência dos resultados: a confiança estava, pois, mais diminuta.

Já diminutivo pode funcionar como adjetivo, significando «que torna menor; que diminui». 

Também a origem latina ajuda a compreender a proximidade entre os dois vocábulos: diminutivo vem de diminutīvus, enquanto diminuto provém de diminūtus, particípio passado do verbo latino diminuĕre, que significa «diminuir». Partilham, portanto, a mesma família etimológica, mas não são sinónimos.

Ainda assim, note-se que nas transcrições da conferência de imprensa publicadas pelos jornais Record e Observador, a forma utilizada já é a correta: diminuta. Neste último jornal, a expressão surge também na referência à confiança da equipa: «[...] essa confiança que já esteve mais atrás e que agora está mais diminuta, pelos resultados.»

Em conclusão, a confiança pode estar diminuta, mas não diminutiva.

ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa