Pelourinho «O percurso entre Lisboa e Évora» «Milhares [de pessoas] saudaram a selecção entre Évora e Lisboa», «centenas de pessoas estiveram nas muitas pontes e viadutos (…) e a isto se juntou ainda os carros particulares que acompanharam o autocarro.»2 Como o autocarro da selecção portuguesa de futebo... José Mário Costa, Maria Regina Rocha · 22 de maio de 2006 · 2K
Pelourinho Errar até no Hino Nacional... A propósito da operação mediática A Mais Bela Bandeira Nacional Humana, formada por milhares de mulheres portuguesas, ouviu-se1 o Hino Nacional de Portugal, cantado por Dulce Pontes – com duas alterações e uma incorrecção. Assim: «Entre as brumas da memória,/ Ó Pátria, ergue-se a voz/ Dos teus egrégios avós,/ Que hão-de levar-te à vitória!» José Mário Costa, Maria Regina Rocha · 22 de maio de 2006 · 4K
Pelourinho As bolsas e os bolsos «Há, naturalmente, ofertas para todos os bolsos (ô) e para todos os gostos»1. Em primeiro lugar, a pronúncia: a sílaba tónica do plural de bolso é aberta (bolsos – ó). Depois, a palavra bolso neste contexto não é sinónima de bolsa. No caso, a expressão adequada seria «há ofertas para todas as bolsas». As bolsas é que contêm o dinheiro; o... Maria Regina Rocha · 19 de maio de 2006 · 7K
Pelourinho A regência do verbo esclarecer «M.C. não quis esclarecer ao 24 Horas o motivo da demissão». A frase, do jornal citado, traz este erro: o verbo esclarecer não se utiliza com a preposição a. O verbo esclarecer pede um complemento directo sem preposição (esclarecer alguém): «Esclarecer o público», «esclarecer os participantes», «esclarecer as pessoas», etc. Pode também pedir um complemento regido da preposição sobre ou da locução acerca de: «Esclar... José Mário Costa, Maria Regina Rocha · 18 de maio de 2006 · 28K
Pelourinho «Queria dizer-lhes» (e não “queria-lhes dizer”) + a dif. entre «ter que» e «ter de» «Eu queria-lhes dizer que nós temos que olhar para o futuro». Numa frase, duas incorrecções de quem a proferiu, o ministro da Saúde português Correia de Campos, num debate sobre o encerramento de maternidades no programa “Prós e Contras”, da RTP-1. A primeira diz respeito à colocação do pronome e, a segunda, ao emprego de ter que em vez de ter de. O pronome lhes deveria estar ligado ao verbo que o tem como complemento, que é o verbo dizer: «Eu queria dizer-lhes». José Mário Costa, Maria Regina Rocha · 18 de maio de 2006 · 7K
Ensino Português 1 x 2 Recebi na semana passada um ofício assinado pelos ministros da Educação, da Cultura e dos Assuntos Parlamentares convidando-me para integrar a Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura (PNL). Aceitei o convite muito penhorado, tanto mais que se prevê a possibilidade de a referida comissão aconselhar na execução do plano e participar em acções e iniciativas que venham a ser lançadas no seu âmbito.O PNL «concretiza-se num conjunto de medidas destinadas a promover o desenvolvimento de ... Vasco Graça Moura · 17 de maio de 2006 · 3K
Pelourinho Sobre a redundância “tremendamente enorme” 1.«Acho tremendamente enorme que Barcelos, por exemplo, tenha 37% de cesarianas, quando só aceita grávidas normais.»1 Poderia ter-se considerado tremendo que Barcelos tivesse 37% de cesarianas ou enorme a percentagem de cesarianas. Desadequada foi a utilização do adjectivo enorme para caracterizar ou qualificar o que se exprimiu numa oração («que Barcelos tenha 37% de cesarianas»). O adjectivo enorme liga-se a... Maria Regina Rocha · 17 de maio de 2006 · 3K
Pelourinho Sujeito no plural, predicado no plural «A questão, porém, persiste. E quando se vê e revê as imagens televisivas da actuação da polícia, quando se lê e relê as notícias nos jornais, a questão que salta à vista é saber...»1 É, de facto, um erro persistente este dos verbos como ver (ou rever), ler, vender, alugar, etc. conjugados no singular com o sujeito no plural. 1 São José Almeida, Público de 13 de Maio p.p., pág. 13 José Mário Costa, Maria Regina Rocha · 15 de maio de 2006 · 4K
Pelourinho Ainda e sempre o torpedeado verbo haver Erro ainda pior veio no jornal “24 Horas” de 14 de Maio p. p.: «O presidente do FC Porto alertou para os problemas de segurança que podem existir caso hajam espectadores a mais no Jamor.» É das regras mais básicas da língua portuguesa: o verbo haver no sentido de «existir» não tem plural; conjuga-se só na terceira pessoa do singular, independentemente de se lhe seguir... José Mário Costa · 15 de maio de 2006 · 5K
O nosso idioma Erros de palmatória «O jornal Público, que é dos únicos jornais que ainda se podem ler, tem vindo a desapontar numa área que é crucial. Falo da ortografia, que tem vindo a ser descurada pelos senhores jornalistas nos últimos tempos. Julgo ser fácil apontar os motivos que a fazem uma área crucial. Simplesmente o jornal é uma publicação impressa ou "digital" mas que é lida e para além de ter um papel informativo tem também um papel educativo. (...) Rui Araújo · 12 de maio de 2006 · 8K