Controvérsias // Como marcar uma abreviação? O ponto é ou não obrigatório para marcar uma abreviação? Assinado por João Paes Gameiro, e com o título “Erro no vosso site”, recebemos uma contestação ao que no Ciberdúvidas se tem recomendado quanto à obrigatoriedade do ponto nas abreviaturas – nelas incluídas nas dos numerais cardinais [cf. Textos Relacionados, ao lado]. É o que fica a aqui, na íntegra – com a devida réplica de dois dos nossos consultores que mais têm abordado este assunto, D’Silvas Filho e Maria Regina Rocha, aqui e aqui, respetivamente. Leia-se, ainda, o contributo posterior de Guilherme de Almeida, disponível aqui. 26 de julho de 2016 · 7K
Controvérsias // Como marcar uma abreviação? «Dizer que é erro escrever "quarta" como "4ª"... é erro, mesmo»* Sobre o ponto abreviativo nos ordinais «(...) Não apenas nossos melhores gramáticos e a própria Academia Brasileira de Letras estampam "3ª edição", "4ª edição", "5ª edição", sem pontos, em suas capas – o próprio Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, instrumento oficial e legal regulador da ortografia da língua, assinado pelos representantes dos governos de todos os países lusófonos, foi inteiramente redigido com ordinais sem pontos (...) Em suma, o próprio Acordo Ortográfico em vigor não usa pontos nos cardinais. De modo que dizer que escrever "quarta" como "4ª" é um erro de português não é sequer "ser mais realista que o rei". É erro, mesmo.» [Sobre esta controvérsia, O ponto é ou não obrigatório para marcar uma abreviação?, ver ainda; O ponto nas reduções dos ordinais, na tradição do português europeu + Porquê o ponto nas abreviaturas – e já não nas siglas.] João Paes Gameiro · 26 de julho de 2016 · 24K
Controvérsias // Como marcar uma abreviação? O ponto nas reduções dos ordinais, na tradição do português europeu « (...) Em primeiro lugar, é preciso avaliar qual a vantagem de se manter o ponto nos ordinais quando na sua redução com algarismos. Como se refere no texto que aqui me leva, habitualmente permite que o género masculino do ordinal se distinga do grau de temperatura: 10.º, décimo, é diferente de 10º, graus. Depois, temos de avaliar o sentido que a tradição dá ao ponto neste caso. O ponto representa um significado não expresso, como o faz nas abreviaturas das palavras. Repare-se que em 10º é necessário indicar a seguir qual a unidade de medida: Celsius, Fahrenheit: 10º C ou 10º F. Ao passo que o ponto em 10.º serve para marcar taxativamente que se trata de um ordinal, sem necessidade de outras indicações. (...)» [[Sobre esta controvérsia, O ponto é ou não obrigatório para marcar uma abreviação?, ver ainda; «Dizer que é erro escrever "quarta" como "4ª"... é erro, mesmo», + Porquê o ponto nas abreviaturas– e já não nas siglas.] D´Silvas Filho · 26 de julho de 2016 · 5K
Controvérsias // Como marcar uma abreviação? Porquê o ponto nas abreviaturas – e já não nas siglas Se se quer seguir a norma, deverá utilizar-se o ponto abreviativo a seguir ao número relativo ao numeral ordinal (1.º, 3.ª, 35.º…). Quanto à sigla, inicialmente era utilizado um ponto após cada uma das letras, mas a sigla acabou por se constituir como um processo de formação de palavras, sendo sentida globalmente como uma nova palavra, desaparecendo, pois, o ponto no final de cada letra. (...) [Sobre esta controvérsia, O ponto é ou não obrigatório para marcar uma abreviação?, ver ainda; «Dizer que é erro escrever "quarta" como "4ª"... é erro, mesmo» + O ponto nas reduções dos ordinais, na tradição do português europeu.] Maria Regina Rocha · 26 de julho de 2016 · 21K
Controvérsias // Metas Curriculares O professor e o cumprimento das metas O Ministério da Educação impõe, ao corpo docente, metas de sucesso, a alcançar em cada ano de escolaridade, iguais ou superiores a 90% (o objectivo é conseguir 100%!). Arlinda Mártires · 26 de julho de 2016 · 3K
Acordo Ortográfico // Controvérsias (anti) Carta aberta ao PR: o acordo ortográfico do nosso descontentamento « (...) Desde a assinatura do Acordo Ortográfico, a 16 de Dezembro de 1990, muitos foram os políticos que atentaram contra um dos pilares do nosso património cultural imaterial, e deles a história dará conta. Espero que Vossa Excelência fique na história exactamente pelas razões opostas.» [carta aberta ao Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, publicada no jornal "Público" de 25/07/2016] Maria Teresa Ramalho · 25 de julho de 2016 · 3K
O nosso idioma // Estrangeirismos Aos tropeções nos anglicismos do nosso quotidiano O que nos levará a esta opção linguística, se temos ao nosso alcance a familiaridade da língua materna? Uma forma de exibicionismo cultural? Parecer cosmopolita? Ou provocará o riso, como acontece n’Os Maias? Maria Eugénia Alves · 25 de julho de 2016 · 6K
Pelourinho Pecadilhos com a acentuação e a vírgula O pecadilho da falta do acento na 3.ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo manter – e o (ainda maior) de uma virgula entre o sujeito e o predicado. Filipe Carvalho · 25 de julho de 2016 · 4K
Diversidades 101.º Congresso Universal de Esperanto, em Nitra, Eslováquia Em Nitra, segunda cidade da Eslováquia, terá lugar entre os dias 23 e 30 de julho corrente o Congresso Universal de Esperanto, desta vez 101.º, que ocorre anualmente, variando de país para país, de continente para continente. Miguel Faria de Bastos · 23 de julho de 2016 · 3K
Controvérsias // Neologismos e estrangeirismos Pokémon, poquémon O mês de julho de 2016 ficou marcado pelo lançamento do jogo Pokémon Go, cujo nome no uso em português levanta muitas questões – morfológicas, fonéticas e ortográficas. D'Silvas Filho dá uma achega à reflexão sobre emprego mais adequado de Pokémon, quer como nome próprio quer como item do léxico comum. D´Silvas Filho · 22 de julho de 2016 · 3K