Controvérsias // Fonética Andamos ou andámos? O jornalista Nuno Pacheco lembra que, em Portugal, se distingue andamos (presente do indicativo) de andámos (pretérito perfeito do indicativo), e observa: «O andamos, em Portugal, quer dizer que ainda andam; já o andámos remete, de imediato, para um passado indefinido: podem ter andado juntos há meses ou até há anos, mas não andarão juntos agora. A abolição impensada do sinal diacrítico (o acento) cria uma confusão escusada entre passado e presente e troca a clareza pela ambiguidade.» Apontamento transcrito da edição de 30/09/2016 do jornal "Público" – a que juntámos um esclarecimento final sobre esta particularidade regional da pronúncia das citadas formas verbais, em Portugal. Nuno Pacheco · 3 de outubro de 2016 · 14K
Acordo Ortográfico // Controvérsias As palavras e os (f)actos O jornalista e escritor Viriato Teles critica o Acordo Ortográfico, contestando o propósito de unificação linguística que lhe está associado: «[...] querer “unificar” a língua através da ortografia, abastardando a etimologia e impondo umas absurdas e inexplicáveis “facultatividades”, é um disparate incomensurável e só pode resultar no inverso do que pretende.» Texto transcrito da edição de 30/09/2016 do jornal Público. Viriato Teles · 3 de outubro de 2016 · 3K
O nosso idioma // O português nos 8 países da CPLP Serviço público da língua portuguesa «A língua portuguesa tem uma difusão planetária», recorda neste texto* o antigo ministro da Educação português e atual administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, Guilherme d'Oliveira Martins, avisando: «Tal obriga [a] que as instituições de ensino superior e de investigação, em especial as que se dedicam à cultura e à defesa do nosso idioma, desenvolvam ações articuladas, coerentes e persistentes, em ligação com os Estados que usam o português como língua oficial, bem como com as instituições da sociedade civil, no sentido de pôr em comum as ações necessárias com vista à preservação, salvaguarda e desenvolvimento da língua e da cultura. (...)» * in jornal Público de 26/09/2016 Guilherme d'Oliveira Martins · 26 de setembro de 2016 · 3K
Pelourinho Como (não) "implementar" «esforços "endividados"» Desde quando se endividam esforços? E lá veio, de novo, o implementar – que serve para tudo e... para nada. Filipe Carvalho · 25 de setembro de 2016 · 3K
Controvérsias // Formas reduzidas, abreviações Ainda sobre as siglas e os acrónimos Um acrónimo usado em Portugal – SIMAS, que representa Serviços Intermunicipalizados de Água e Saneamento (cf. resposta sobre este tópico) – tem a particularidade de, na sua formação, contar uma letra (M) que é inicial não de palavra, mas de parte da palavra Intermunicipalizados. Será este acrónimo legítimo? D'Silvas Filho regista neste apontamento o que distingue este tipo de abreviações, no quadro da sua própria proposta de classificação (para uma proposta alternativa, ver, por exemplo, sigla e acrónimo no Dicionário Terminológico). D´Silvas Filho · 22 de setembro de 2016 · 6K
Pelourinho Proibido é fumar, e não o fumador «(...) esta sinalética está mal concebida: os fumadores poderão sempre frequentar os locais sinalizados, mas não poderão fumar. A coima máxima de 750 € não se aplica aos fumadores, estejam tranquilos (...).» Isabel Casanova · 19 de setembro de 2016 · 6K
O nosso idioma O bom e o mau uso do léxico político no jornalismo «Palavras como boys, troika ou geringonça, usar ou não usar?», pergunta-se, e responde-se, neste artigo transcrito do jornal "Público" do dia 18/09/20116, a propósito de algumas palavras do mais recente léxico político português, de clara problematização no seu emprego em registo jornalístico – que, também neste campo, se obriga ao devido distanciamento das partes envolvidas. Inclui-se, no fim, um pequeno glossário de outros temos mais usado ultimamente na linguagem político-mediática portuguesa. Maria João Lopes · 19 de setembro de 2016 · 6K
O nosso idioma // Uso e norma Acentos sem assento Acentos tónicos, acentos gráficos, vogais abertas... São estes alguns dos aspetos focados pelo economista e professor universitário português António Bagão Félix num artigo saído no "Público" (6/09/2016), para dar conta de como certas formas de pronunciar e escrever antigamente recusadas pela norma estão a instalar-se como usos normais da língua. António Bagão Félix · 9 de setembro de 2016 · 6K
Controvérsias Ainda o emprego do ponto abreviativo nos ordinais Texto do consultor Guilherme de Almeida sobre a discussão à volta do uso do ponto na abreviação dos numerais ordinais. Ler também «Dizer que é erro escrever "quarta" como "4ª"... é erro, mesmo», O ponto nas reduções dos ordinais, na tradição do português europeu e Porquê o ponto na abreviatura – e já não nas siglas. Guilherme de Almeida · 4 de setembro de 2016 · 7K
O nosso idioma // Português do Brasil vs Português europeu Bilinguismo luso-brasileiro Os brasileiros que visitam Portugal ou que aqui vivem manifestam muitas vezes surpresa com as diferenças encontradas na variedade lusa do português. Num texto publicado em 21/08/2016, no Estadão, portal do jornal brasileiro O Estado de S. Paulo, a escritora Ruth Manus dá conta de alguns equívocos e algumas situações divertidas, quando um falante de português brasileiro ouve a língua tal como se fala em Portugal. Ruth Manus · 4 de setembro de 2016 · 10K