V. Ex.ª, outra vez - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Este é um serviço gracioso e sem fins comerciais, de esclarecimento, informação e debate sobre a língua portuguesa, o idioma oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Sem outros apoios senão a generosidade dos seus consulentes, ajude-nos a dar-lhe continuidade: Pela viabilização do Ciberdúvidas. Os nossos agradecimentos antecipados.
V. Ex.ª, outra vez

Erram os dois consultores de Ciberdúvidas que endossam conjuntamente a resposta divulgada sob o título "V. Exa.". Notem que a consulente Sônia R. Souza escreveu do Brasil e fez alusão a autoridades que exercem o cargo de "Secretário Estadual". Referiu-se, bem entendido, aos titulares das diversas pastas dos Executivos de Estados brasileiros – algo assim como "ministros provinciais". No protocolo oficial brasileiro, tais autoridades não fazem jus ao tratamento de Vossa Excelência, mas ao de Vossa Senhoria. No nível estadual, apenas os Governadores dos Estados devem ser oficialmente tratados como Vossa Excelência.

João Carlos Wiken Brasil 7K

Agradecemos a tentativa de correcção, mas, segundo o chefe do Cerimonial da Embaixada do Brasil em Lisboa, secretário Júlio César, emprega-se V. Ex.ª no tratamento de secretários dos estados brasileiros. Isto é, numa carta dirigida ao secretário de Cultura do Estado de São Paulo, Vossa Ex.ª é a forma convencional.

No dicionário Michaelis, a secção que apresenta os pronomes de tratamento é omissa no que toca aos secretários estaduais, citando apenas presidente da república, senadores, ministros de Estado, governadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, embaixadores, vereadores, cônsules e chefes de casas civis e militares com direito a Vossa Excelência, enquanto directores de autarquias federais, estaduais e municipais devem ser tratados por Vossa Senhoria.

Amílcar Caffé