Relação grafia/fonia no século XVII
1. Nos textos seiscentistas, a grafia -mm- (e.g., «epigramma», «flamma», «immovel», «immortal», etc.), para além de poder estar alicerçada em razões etimológicas, indicaria que a vogal precedente era foneticamente mais intensa ou tão-só nasalada?
2. Ainda no mesmo século, ao artigo indefinido masculino «hum» (ou «hú»*) correspondia a forma feminina «húa»*. [* Não me permitindo o sistema a inserção do til, optei pelo uso do acento agudo.]
2.1. Sem fundamento etimológico que lhe assistisse, valeria o h- como marca de aspiração?
2.2. O til que recaía sobre o -u- da forma feminina do artigo seria um sinal de elisão do -m- ou de nasalização dessa vogal?
Os meus sinceros agradecimentos.
