DÚVIDAS

Correspondência oficial

Sou funcionário público estadual no Paraná, na cidade de Curitiba.
Aqui, na Secretaria de Obras Públicas, os nossos engenheiros utilizam em suas correspondências algumas expressões de difícil compreensão.
Por isso gostaria de informações sobre o uso por exemplo das seguintes palavras:
Uso do "porém";
Uso do "outrossim";
Uso da "crase";
Uso do "todavia".
Obrigado.

Resposta

As administrações públicas modernas tentam estar mais próximas dos seus clientes - os cidadãos - usando uma linguagem simples e clara, sem fórmulas burocráticas ultrapassadas. No entanto, nem sempre o burocrata de serviço tem esse cuidado: porque aprendeu a fazer assim e não pensa mudar o modo de se relacionar com os administrados; porque vê a clareza de linguagem e a proximidade com os cidadãos como uma ameaça ao seu pequeno poder.

Nem todas as palavras que refere são de difícil compreensão: porém e todavia são conjunções adversativas que se usam por mas, contudo, no entanto.

Outrossim é menos usado; soa mesmo um pouco a palavra antiquada. É um advérbio de modo e significa também, igualmente, do mesmo modo.

Quanto à crase, ou contracção de duas vogais idênticas, é assunto demasiado vasto para tratar aqui. Se nos disser quais são ao certo as suas dúvidas, tentaremos responder-lhe caso a caso.

ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa