João Alferes Gonçalves - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
João Alferes Gonçalves
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Jornalista freelancer português.

 
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Quando uma trovoada passa a uma chuva de relâmpagos

«Ler e ouvir diariamente os media portugueses é um exercício penoso, tantos são os erros de linguagem, escrita ou falada» – escreve neste texto o jornalista João Alferes Gonçalves*, com um caso que vai muito além de um simples erro gramatical...

 

Texto publicado na página do Clube dos Jornalistas no dia 24 de agosto de 2019. 

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Um numeral dado a confusões

Acerca do peso financeiro da hemodiálise nos custos do setor da saúde em Angola, circulou em Portugal a notícia segundo a qual o montante atingia a incalculável cifra de 15 biliões de kwanzas. Afinal, não deixando de ser elevada, a despesa era de 15 mil milhões de kwanzas...

[Apontamento do autor publicado originalmente  na página do Clube de Jornalistas, com a data de  24 de junho de 2019.]

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O jornalista João Alferes Gonçalves dá uma ajuda como dizer o o nome (norueguês) do novo treinador do Manchester United, neste texto que se transcreve, com a devida vénia, da página digital do Clube de Jornalistas.

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Nos tempos que correm, em Portugal, é fácil encontrar erros nos media, mas um erro duplo é um fenómeno que justifica atenção redobrada.

 

O primeiro erro deste título do Diário de Notícias está no "parodeia", que revela um desconhecimento total da conjugação do verbo parodiar. O verbo conjuga-se como adiar. Aparentemente, quem escreveu "parodeia" deve estar convencido de que o verbo se escreve "parodear".

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O primeiro período desta chamada do Diário de Notícias mostra que o que nasce torto dificilmente se endireita.

«Setúbal foi a única capital que continua a ser» é uma formulação que desafia o tempo, própria da trilogia do Regresso ao Futuro.

Se foi, não continua a ser. E vice-versa.

A isto soma-se a falta de concordância entre voltam e CDU, agravada por uma construção confusa que permite atribuir a Setúbal a função de sujeito também nesta oração.