Textos publicados pelo autor
O anglicismo feeling
Pergunta: Cada vez estou mais indignado com a propagação do anglicismo feeling tanto nos meios de comunicação social como na linguagem comum do dia-a-dia. Hoje em dia, para alguém expressar um pressentimento, diz que «tem um feeling». Às vezes pergunto-me se será por desconhecimento da palavra (o que, caso se verificasse, seria deveras preocupante) ou simplesmente para parecer actual...Resposta: Compreendo a indignação do consulente, mas seja-me permitido juntar mais alguma informação sobre este anglicismo.
O seu êxito...
A origem do apelido Caleiro
Pergunta: Depois de anos de investigação mantenho a mesma dúvida. Gostaria de saber se me podem auxiliar na origem do apelido Caleiro.Resposta: O apelido/sobrenome Caleiro terá surgido, à semelhança de muitos outros, como alcunha alusiva à ocupação profissional de um indivíduo. É o que diz José Pedro Machado, no Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa:
«Ant[iga] alc[unha]. Do s[ubstantivo] c[omum] caleiro, «dono ou trabalhador de fornos de cal.»
No Tratado das...
Sensório-motor
Pergunta: Escreve-se, pela nova ortografia, "sensório-motor", ou "sensoriomotor"?
Obrigada!Resposta: Continua a escrever-se sensório-motor. Para dúvidas sobre a ortografia das palavras em português do Brasil, deve consultar o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, cuja 5.ª edição, conforme o novo Acordo Ortográfico, está disponível no sítio da Academia Brasileira de Letras....
A pronúncia de tóxico e toxina
Pergunta: Uma vez que existem obras de carácter normativo para a língua portuguesa que permitem a forma intoxicar (em que o x tem valor de "ch"), será que é igualmente permitido dizer tóxico ("tóchico") e toxinas ("tochinas")?Resposta: A pronúncia do x de tóxico como o x de baixo (consoante fricativa lâmino-pré-palatal surda, cujo símbolo fonético é [ʃ]; cf. António Emiliano, Fonética do Português Europeu: Descrição e Transcrição, pág....
Ainda «ter que ver com»
Pergunta: Repetidamente se tem afirmado aqui que «ter que ver com» está correcto e «ter a haver com» está errado. Nunca vi, na argumentação, qualquer referência ao latim para consubstanciar essa afirmação. Porquê? O latim não nos pode ajudar aí?
Por outro lado chamo a atenção de que o equivalente em inglês é «this has nothing to DO with that», e em holandês é «dit heeft daar niets mee te MAKEN». Em ambos os casos, os verbos (to do e maken) estão mais próximos do sentido de haver do que de...
