Textos publicados pelo autor
O aposto em: «Carinhosa, a avó mostrou o álbum à neta»
Pergunta: Na frase «Carinhosa, a avó mostrou o álbum de fotografias à neta», qual a função sintática desempenhada pela palavra carinhosa?
Obrigada.Resposta: Trata-se de um aposto, embora não seja um exemplo típico.
No âmbito da gramática tradicional e mesmo no quadro do Dicionário Terminológico, destinado a apoiar o ensino da gramática na escola básica e secundária em Portugal, os apostos são sempre exemplificados com grupos nominais que ocorrem depois do núcleo do grupo nominal de que fazem...
O apelido Bivar
Pergunta: Como se pronuncia este apelido, “Bívâr”, ou “Bívár”?
Parabéns e muito agradecido pelo excelente trabalho e serviço público.Resposta: Regista-se o nome Bivar com esta grafia, no Vocabulário da Língua Portuguesa (1966), de Rebelo Gonçalves. Desta grafia, depreende-se que a pronúncia do apelido (sobrenome) corresponde a "bivár", ou seja, o nome mencionado é uma palavra aguda, e o a da última sílaba (que é tónica) é aberto. Há, no entanto, a referir a variante...
Folheável
Pergunta: "Folheável" não existe? Exemplo: «O codex veio substituir o volumen, em forma de rolo. Era um objeto já "folheável"...»
Obrigada.Resposta: O adjetivo não está dicionarizado, mas é possível e está bem formado, pelo que o seu uso não pode ser considerado incorreto. Trata-se de um derivado do tema do verbo folhear....
Campos-geraiense (Campos Gerais, Brasil)
Pergunta: Para o habitante da região de Campos Gerais, grafa-se "geraizeiro", ou "geraiseiro"?
Obrigado.Resposta: Em relação a Campos Gerais, no estado brasileiro de Minas Gerais, o gentílico registado pelo Dicionário Houaiss é campos-geraiense, que, numa consulta da Internet, se pode verificar ter uso corrente. Também se deteta o emprego de "campos-geraisense" (derivado de Campos Gerais), mas, nos dicionários consultados (Houaiss, Aulete...
«Ver de nós»
Pergunta: A expressão «passadas duas horas, ela foi ver de nós» (no sentido de «foi à nossa procura») está correcta?Resposta: É uso legítimo, por analogia de «saber de»: 1 – Foi saber de nós.2 – Foi ver de nós.O Dicionário de Verbos e Regimes (Rio de Janeiro/Porto Alegre/São Paulo, Edição da Livraria do Globo, 1947), de Francisco Fernandes, regista «ver de» na aceção de «concluir, deduzir»: «como se vê desta carta». Não é este o caso em questão, que se afigura como um emprego analógico de «saber de alguém/alguma...
