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Textos publicados pelo autor

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A morfologia do substantivo leitura

Pergunta: A palavra leitura é considerada palavra simples, ou complexa? Qual o seu processo de formação e a sua forma de base?Resposta: A palavra leitura é uma palavra complexa, analisável do seguinte modo: leit- + -ura. Note-se que o radical é semierudito, mantendo o t  do radical do particípio passado latino (lectu-) que lhe serve de base de derivação. Trata-se, portanto, de uma palavra complexa, cuja análise...

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O nome próprio Amélia e o nome comum concubina

Pergunta: Aquando da conclusão de um exercício de palavras cruzadas deparei-me com a entrada concubina. Qual o meu espanto, quando a resposta era amélia. Após uma breve pesquisa, não encontrei nenhuma referência a essa definição. Existe efectivamente o uso do substantivo amélia significando «concubina»?Resposta: Nas fontes a que tive acesso, não encontrei amélia com o mesmo significado que concubina, «mulher que vive...

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«Arroz pica-no-chão»

Pergunta: De que região é originária a designação «pica no chão» para referir o arroz de cabidela?Resposta: O composto pica-no-chão1 é termo que se aplica à galinha ou ao frango ou ao galo criados no campo, que dão bicadas («pica») no chão para apanhar comida. Sendo assim, a expressão «arroz pica-no-chão», que é outra maneira de designar o arroz de cabidela, é uma forma abreviada desta outra expressão: «arroz de frango pica-no-chão». Sobre a região da expressão, não foi possível uma identificação segura....

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O topónimo Rossiona (atual Montenegro)

Pergunta: Qual a origem e o contexto da palavra "Rossiona" ou "Rosseona" no séc. XVI em Portugal?Resposta: A forma Rossiona ocorre como topónimo na Colecçam de Documentos e Memórias da Academia Real de História (1725). Nesta obra, na secção intitulada "Catálogo histórico dos summos pontifices, cardeais, arcebispos, e bispos portuguezes que tiverão diocezes, ou titulos de igrejas, fóra de Portugal, e suas conquistas", regista-se Rossiona (pág. 325), com o seguinte...

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«De um dia para (o) outro»

Pergunta: O correto é «de um dia para outro», ou «de um dia para o outro»?Resposta: As fontes consultadas sugerem variação entre o uso brasileiro e o luso-africano. No Brasil, aceita-se «de um dia para outro», no sentido de «de modo repentino; quando menos se esperar» (Dicionário Houaiss)*. Em Portugal (e supõe-se que em Angola ou Moçambique), diz-se geralmente «de um dia para o outro», nas aceções de «no dia seguinte a outro», «de repente, bruscamente» e «em pouquíssimo tempo, quando menos se espera», conforme regista...
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