Carlos Reis - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Carlos Reis
Carlos Reis
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Carlos Reis (Angra do Heroísmo, 1950) é ensaísta, professor da Universidade de Coimbra e ex-reitor da Universidade Aberta, em Lisboa.  Especializado em Literatura Portuguesa dos séculos XIX e XX e em Teoria da Narrativa, publicou, sobre esta área, vários livros de prestígio internacional e assinou dezenas de artigos em revistas universitárias. Catedrático de renome, tem sido professor convidado em muitas outras universidades. Exerce também larga atividade em diversos jornais e revistas, dando colaboração regular no Jornal de Letras, Artes e Ideias. Entre várias distinções atribuídas, contam-se o Prémio de Ensaio Jacinto do Prado Coelho em 1996. É Comendador da Ordem de Isabel la Católica, Benfeitor do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro e doutor honoris causa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Autor dos blogues Eça de Queirós (investigação, ensino e debate sobre temas queirosianos) e Figuras de Ficção.

 
Textos publicados pelo autor
Oportunidade e não oportunismo
A propósito do #estudoemcasa, via RTP Memória

 «Durante as cerca de três décadas que leva de existência, a única universidade de ensino a distância que existe em Portugal – a Universidade Aberta – foi encarada com desconfiança e com preconceito, por quem nunca tratou de saber qual a efetiva função socioeducativa do EaD», recorda neste texto* o seu fundador e ex-reitor, agora que, passados 30 anos, o surto pandémico da covid-19 obrigou ao regresso ao modelo das «aulas pela Internet»

*in jornal Público, do dia 5 de maio de 2020

N. E. – Mantém-se a grafia «a distância», usada pelo autor e por várias instituições do ensino superior, entre elas, a mencionada Universidade Aberta. Embora  «a distância», sem acento gráfico, constitua forma correta, observe-se que «à distância», com acento gráfico, é mais corrente e tem até mais tradição.

Os <i>Maias</i> na encruzilhada das escolhas
Clássicos da literatura portuguesa numa lógica "negociadora" para os alunos do 11.º ano

Documentos de orientação curricular para as turmas do ensino secundário em Portugal, as Aprendizagens Essenciais respeitantes aos programas de Português do 11.º ano, no domínio da Educação Literária – e que  vão substituir as Metas Curriculares, até aqui em vigor –  obriga à leitura de apenas um romance de Eça de Queirós, à escolha do professor. «É aqui que se encontra o casus belli – escreve neste artigo* o professor universitário Carlos Reis – a saber: o que acontecerá ao romance Os Maias

*in  jornal "Público", de 24 de julho de 2018.

Os perigos da

 

«A dinâmica de pluralidade e de diversificação que atinge a língua portuguesa confronta-se com um desafio: o de fazer dela um fator de produção e difusão do conhecimento. Para isso, carecemos de um idioma de modelização científica com coesão e com rigor conceptual.» Artigo publicado no mensário português "Jornal de Letras", de 25 de junho de 2014.

Que faremos com esta língua?

«Desde há décadas e para além daquela retórica estafada, [em Portugal] pouco ou nada tem resultado do discurso político em torno da língua portuguesa. [Por isso] celebre-se (...) o Dia Internacional da Língua Portuguesa, mas não apenas para tranquilidade da culposa consciência daqueles que pouco ou nada fazem por uma política de língua responsável.» Artigo dado à estampa na edição do jornal "Público" de 25 de junho de 2014.

 

 

 

Sobre a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em Portugal, Carlos Reis, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, emitiu em 3/3/2013 o parecer que aqui se dispon...