DÚVIDAS

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Textos publicados pela autora

Consultório

«Nascido e criado», «nado e criado»

Pergunta: É correto dizer «nascido e crescido em Lisboa»? Muito obrigada!Resposta: A expressão é, com efeito, usada em diversos contextos onde se esperaria que surgisse a expressão «nascido e criado» ou «nado e criado».  A construção «nascido e crescido» é equivalente a «nascido e criado», que parece ter maior frequência de uso. Normalmente, esta construção é usada seguida de um grupo preposicional com informação de lugar (localidade, país,…). Numa pesquisa efetuada no Corpus do Português, de Mark...

Consultório

Comparação: «tanto... quanto»

Pergunta: Qual é a frase correta, e porquê? «A Fama da mitologia tinha tantos olhos quanto penas.» «A Fama da mitologia tinha tantos olhos quantas penas.» «A Fama da mitologia tinha tantos olhos como penas.» Muito obrigado.Resposta: Ambas as construções são aceitáveis, como se transcreve em (1) e (2): (1) «A Fama da mitologia tinha tantos olhos quanto penas.» (2) «A Fama da mitologia tinha tantos olhos quantas penas.» Numa estrutura comparativa com os operadores tanto… quanto, o primeiro termo...

Consultório

Complemento do nome prevenção

Pergunta: Como se escreve: «políticas de prevenção ao suicídio» ou «políticas de prevenção do suicídio»?Resposta: Deve optar-se pela expressão «políticas de prevenção do suicídio». O nome prevenção é formado a partir do verbo prevenir. Quando se transforma uma construção com predicado verbal, como em (1), num sintagma nominal que inclua um nome deverbal (formado a partir de um verbo), este nome herda os complementos do verbo, como se observa em (2). Estes complementos têm a...

Consultório

A expressão «ser quem somos»

Pergunta: Desde já agradecendo, tomo a liberdade de perguntar o seguinte: deverá dizer-se «ser quem somos» ou «ser-se quem somos»?Resposta: A construção correta é a que se apresenta em (1): (1) «Ser quem somos» A forma «ser-se» é possível quando associada a uma intenção de generalização, pois o pronome clítico -se permite uma construção com indeterminação do sujeito, o que leva a que esta forma seja equivalente a «alguém é». Observemos a frase (2): (2) «É importante ser-se corajoso.» Em (2), o pronome...
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