Ana Paula Dourado - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Ana Paula Dourado
Ana Paula Dourado
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Professora da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e Vice-presidente do IDEFF - Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal da Faculdade de Direito de Lisboa. Consultora no departamento jurídico do Fundo Monetário Internacional - FMI; desde 2003, elaborou e negociou os anteprojetos das reformas fiscais de países de língua oficial portuguesa, em Moçambique, São Tomé e Príncipe e de Cabo Verde, e apoiou a reforma fiscal de Timor Leste. Membro do Centro de Estudos Fiscais, participou em várias comissões de projetos legislativos do Ministério das Finanças, e foi delegada portuguesa em grupos de trabalho para a harmonização da tributação direta na Comunidade Europeia e no grupo da evasão e fraude fiscais da OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

Tem sido Professora visitante em várias universidades europeias, nos Estados Unidos em Taiwan, em Moçambique e Cabo-Verde: Universidade de Viena (2010-11), Universidade de Flórida (desde 2010), na Global Law School da Universidade Católica de Lisboa (desde 2009) e no Centro de Direito Fiscal Internacional, na Universidade de Leiden - LL.M em Direito Fiscal Internacional e Europeu (desde 2007);  Ministério das Finanças, Taipé, Taiwan (2012); Membro fundador do GREIT - Grupo de Investigação em Direito Fiscal Europeu e Internacional. Membro do Comité Académico (2007-2012) e da Direção (2012-2017) da Associação Europeia de Professores de Direito Fiscal (EATLP, sigla inglesa). Membro do Conselho Editorial da Revista Intertax, subdiretora da Revista de Finanças Públicas e Direito Fiscal, membro da Comissão de Redação de diversas revistas de Direito Fiscal e, ainda, correspondente de Direito Fiscal da União Europeia na revista H & L. Diretora da Revista Intertax, desde janeiro de 2018.

 
Textos publicados pela autora
Outra Literatura Portuguesa
A reinterpretação do cânone à luz de novos princípios

«A ausência de discussão explícita e consistente sobre o Portugal pós-colonial tem expressão no plano nacional de leitura, nos curricula do ensino básico e secundário e no modo como a literatura portuguesa é tratada pelas instituições. A visibilidade pública da literatura portuguesa não-branca pós-colonial, sobre como estes autores olham o seu Portugal, é quase inexistente», afirma a professora universitária Ana Paula Dourado, que alerta para a necessidade de reinterpretar o cânone literário. Artigo incluído na edição digital do semanário Expresso em 7 de junho de 2021, a seguir transcrito integralmente, com a devida vénia.