Academia Brasileira de Letras - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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Academia Brasileira de Letras
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A Academia Brasileira de Letras é uma instituição literária brasileira fundada na cidade do Rio de Janeiro em 20 de julho de 1897, composta por quarenta membros efetivos e perpétuos e por vinte sócios estrangeiros, tendo por objetivo o cultivo do português brasileiro e da literatura brasileira.

 

 
Textos publicados pelo autor

O adiamento para 2016 da definitiva entrada em vigor do Acordo Ortográfico no Brasil frustrou o projeto da Academia Brasileira de Letras (ABL) de desenvolver um amplo movimento a favor da adoção do português como língua de trabalho oficial na ONU – considera-se neste comunicado que a seguir se transcreve na íntegra, com data de 23 de janeiro de 2013.

 

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Por Academia Brasileira de Letras

A quinta edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) da Academia Brasileira de Letras (ABL) incorpora as novas normas estabelecidas pelo Acordo Ortográfico de 1990 (AO), em vigor desde 1 de Janeiro deste ano. É um volume de 887 páginas, que contém 349 737 vocábulos apresentados sob forma de lista, por ordem alfabética, incluindo a classificação gramatical de cada um e a flexão em número de substantivos compostos. Uma secção de estrangeirismos (cerca de 1500) aparece na parte final da obra.

Assinale-se a relativa rapidez de publicação do VOLP, cerca de três meses após a adopção do AO pelo Brasil. Este facto surge em claro contraste com alguma lentidão e falta de receptividade perante a reforma ortográfica da parte dos outros países lusófonos; neste contexto, a publicação em Portugal, no Verão de 2008, de Vocabulário — As Palavras Que Mudam com o Acordo Ortográfico, de Maarten Janssen et al. é uma notável excepção.

Acresce que a 5.ª edição do VOLP se apresenta como «mais um esforço em direcção à unidade da grafia, que reflecte a maturidade linguística e política a que chegou a comunidade lusófona» (ver Nota Editorial). Afirmam os seus editores pretenderem «um registro o mais completo possível não só dos vocábulos de uso comum como também da terminologia científica e técnica» (ibidem). Este desiderato vai, portanto, ao encontro do art. 2.º do preâmbulo ao AO de 1990, o qual previa a elaboração de «um vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa, tão completo quanto desejável e tão normalizador quanto possível, no que se refere às terminologias científicas e técnicas». Em síntese, trata-se de uma obra com o cunho dinâmico — e algo voluntar...