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Marco Neves: «o Acordo Ortográfico falhou»

Reforma será desejável

O tradutor e divulgador de temas linguísticos Marco Neves considera que o Acordo Ortográfico de 1990 falhou no seu principal objetivo de unificar a escrita da língua portuguesa, classificando-o como «completamente inútil».

Em entrevista à agência Lusa, divulgada pela Comunidade Cultura e Arte, o investigador defende que o acordo acabou por criar três normas ortográficas distintas — a de Portugal, a do Brasil e a dos países, como Angola, que mantiveram a ortografia anterior. Como exemplos alternativos, aponta a convivência entre as ortografias britânica e americana do inglês e o modelo de cooperação entre as academias da língua espanhola. Apesar das críticas, admite que, após anos de aplicação do acordo, qualquer revisão exigirá um debate sereno e uma participação mais forte dos países africanos de língua oficial portuguesa.

Acesso à entrevista em Comunidade, Cultura e Arte (16/07/2026).

Fonte

Sinopse da entrevista incluída na publicação digital Comunidade, Cultura e Arte, em 16/07/2026.

ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa