Pelourinho Um superlativo mais bem estudado, convinha... Qualquer bom aluno sabe que a forma melhor do advérbio bem não se utiliza antes do particípio passado dos verbos usados com valor adjetival, mas, sim, a forma analítica mais bem (mais bem feito, mais bem estudado, etc.). Não é, manifestamente, o caso ao lado assinalado1. Um caso, de tão repetido, que justificava, pois, uma melhor preparação. Era só o assunto estar mais bem estudado no jornal que erigiu o Acordo Ortográfico como fonte de todos os maus tratos à língua portuguesa. José Mário Costa, Maria Regina Rocha · 25 de junho de 2012 · 7K
Pelourinho Ninguém se reprova a si próprio (a não ser moralmente)… O termo ensino possui a raiz latina sign-, presente nas palavras signo, significar, significado; mas também em sinal, assinalar, assinar, sina, sino e sinete. Aquele que ensina, verdadeiramente, deixa uma marca, um sinal, em quem aprende, marca-lhe, algum modo, a sina. E quem aprende adquire o conhecimento. Aprender é um verbo formado de apreender (do mesmo étimo latino apprehendere), com o significado de «abarcar com o espírito», «abranger com o entendimento». Maria Regina Rocha · 24 de julho de 2009 · 4K
Pelourinho // Estrangeirismos Desamor pela língua portuguesa Artigo de Maria Regina Rocha no Diário do Alentejo de 12 de Setembro de 2008, na sua coluna A Vez… ao Português, sobre "a triste subserviência de responsáveis portugueses à língua inglesa". Num dos passados domingos, na RTP1, ao serão, foi transmitida uma comédia americana produzida em 1996, Corações Roubados (título original: Two if by the sea), que começa com o roubo de... Maria Regina Rocha · 14 de setembro de 2008 · 6K
Pelourinho A “notoridade” de Marcelo Rebelo de Sousa No programa As Escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa (RTP 1) de domingo passado, a propósito de uma notícia sobre a ETA, o comentador referiu que vale a pena acompanhar a situação e que o facto de não haver muita informação sobre o assunto pode querer dizer «As autoridades policiais [espanholas] vão intervir sem Maria Regina Rocha · 26 de junho de 2007 · 5K
Pelourinho Será que estamos em Portugal? Notícia do Jornal da Tarde1, um dos espaços nobres de informação da televisão pública portuguesa. Referia-se ela à transmissão da final de um concurso intitulado Sapo Challenge 20072, que, segundo o apresentador, terá envolvido «todas as escolas do país».Essa transmiss... Maria Regina Rocha · 25 de junho de 2007 · 3K
Pelourinho A persistente confusão do por que, em vez do porque interrogativo Mais um exemplo da incorrecta utilização do por que, em vez do advérbio interrogativo porque:«Pai de Nani explica por<span style="b... Maria Regina Rocha · 19 de junho de 2007 · 2K
Pelourinho «89% dos formandos» é um sujeito plural No Telejornal (RTP 1) do dia 17 de Junho p. p., foi transmitida uma notícia sobre uma academia de formação em Palmela, tendo o apresentador referido que quase 90% dos formandos têm emprego logo que terminam os cursos. Foi aqui bem utilizado o predicado («têm», «terminam»), em concordância com o sujeito plu... Maria Regina Rocha · 19 de junho de 2007 · 3K
Pelourinho «Porque ( e não “por que”) não?» Persiste a confusão entre o emprego de porque e por que, nomeadamente na legendagem de filmes ou séries de televisão. Foi o que aconteceu num recente episódio da série 24 (RTP 2, 13 de Junho p. p.), onde podiam ler-se as seguintes frases: «Por que não?»; «Por que fazes tantas perguntas?»; «Por q... Maria Regina Rocha · 15 de junho de 2007 · 36K
Pelourinho Imputabilidade ≠ inimputabilidade Na página 5 da edição de 14 de Junho p. p. do jornal 24 Horas, pode ler-se o seguinte título: «Pedido de imputabilidade de assassino de menina foi aceite.»Significa este título que teria ha... Maria Regina Rocha · 15 de junho de 2007 · 4K
Pelourinho Fratricida (e não “fraticida”) «Pior mesmo que a queda do Governo é esta luta fraticida levar à ruína da própria Autoridade Palestiniana (…)», referia-se numa reportagem do Jornal Nacional da TVI, de 13 de Junho p. p., sobre a iminência de guerra civil na Faixa de Gaza, citando o ministro da Informação palestino.Luta fratricida era o que deveria ter sido dito, pois esta palavra provém do latim fratricida, formada de frater, fratris, que significa «irmão», e do verbo caedo, que significa «cortar», «deitar abaixo», «matar». Maria Regina Rocha · 14 de junho de 2007 · 6K