O nosso idioma // Mau uso da língua no espaço público Caça ao homem «Se a expressão "passar tudo a pente fino" é inócua, embora repetida por tudo e por nada, e “desactualizada” face a outros modos de procurar minuciosamente alguém ou algo, já «a caça ao homem» me parece, em tese, uma asserção indecorosa, feia, indigna, seja qual for o tipo de “caça” e seja quem for a pessoa, mesmo que, presumivelmente, assassina e cruel. Há outras formas de dizer o mesmo, como sejam busca, procura ou até perseguição. (...)» [António Bagão Félix, "Público" do dia 21 de outubro de 2016] António Bagão Félix · 23 de outubro de 2016 · 4K
O nosso idioma // Mau uso da língua no espaço público Falar português – uma língua que une pátrias Artigo da autoria das jornalistas Sílvia Júlio e Teresa Joel, publicado no jornal "Tempo Livre" (n.º 32 da 2.ª série, fevereiro/março de 2016), da Fundação INATEL, à volta do excesso de anglicismos e do menor cuidado no uso do idioma nacional no espaço mediático português. Sílvia Júlio, Teresa Joel · 23 de março de 2016 · 7K
O nosso idioma // Mau uso da língua no espaço público O valor da palavra «A palavra previsão utilizada na economia é, aliás, digna de análise. Prever é ver antes, coisa que (salvo em casos de bruxaria) se realiza pelo método científico: certos fenómenos quando ocorrem em determinadas condições ou ambientes têm consequências que se podem antever. Os economistas e as suas instituições podiam preferir outras palavras: «estimativa», por exemplo; ou «projeção»; ou, para serem totalmente honestos, apenas «palpite».[…] Se a palavra fosse palpites, talvez... Henrique Monteiro · 27 de novembro de 2012 · 4K
O nosso idioma // Mau uso da língua no espaço público Sai paraolímpico, entra paralímpico Se os jogos, e os atletas, e as respetivas federações, se designaram sempre parolímpicos, porquê, então, a prevalência, nos últimos tempos, da forma "paralímpico" — contrariando, inclusive, todas as recomendações1 e registos dos dicionários e vocabulários de referência? «O Brasil resistiu por muitos anos, mas, sem o apoio de Portugal, ficou difícil conter a onda internacional», lamenta o escritor Sérgio Rodrigues, na sua coluna Sobre Palavras, da revista brasileira Veja de 14/08/2012. Sérgio Rodrigues · 23 de agosto de 2012 · 7K
O nosso idioma // Mau uso da língua no espaço público Ainda a questão do português Na imprensa portuguesa Inglêsas (inglesas), magnáta (magnata), impediu que o negócio se concretiza-se (concretizasse), terá que (terá de), Emiratos (Emirados), pré-defenido (predefinido), metereológicas (meteorológicas), infraestruturas (infra-estruturas), tivémos (tivemos), corropio (corrupio), quartel general (quartel-general), concerteza (com certeza), retratar-se (retractar-se, desdizer-se), benção (bênção), bogalhos (bugalhos), desplicente (displicente), dispender (despender), dispiciendo (despiciendo), élite (elite), inflacção (inflação), interviu (interveio), inclusivé (inclusive), vidé (vide), juz (jus), logotipo (logótipo), obcessão (obsessão), perfomance (performance), rectaguarda (retaguarda), cheque-mate (xeque-mate). São alguns dos erros em jornais portugueses assinalados neste artigo de Diogo Pires Aurélio, publicado Diário de Noticias de 29/05/ 2000 Diogo Pires Aurélio · 2 de junho de 2000 · 9K