Antologia // Moçambique Mandela (1918 – 2013) «Nelson Mandela aboliu a maldição de Babel» escreve o jornalista e poeta moçambicano Luís Carlos Patraquim, numa evocação ao desaparecimento do político sul-africano, esténuo combatente do apartheid. Luís Carlos Patraquim · 6 de dezembro de 2013 · 5K
Antologia // Portugal Esta língua e eu Nunca vou conseguir avaliar esta língua apenas pela sua música. Está demasiado dentro de mim para que seja capaz de alcançar esse exercício. Disse a minha primeira palavra em 1975 e, desde então, o meu vocabulário tem aumentado. Ao ponto de, quando não sou capaz de dizer algo nesta língua, ter a sensação, certamente errada, de que se trata de um assunto impossível de descrever. José Luís Peixoto · 12 de setembro de 2013 · 7K
Antologia // Brasil Antigamente (II) «ANTIGAMENTE, os pirralhos dobravam a língua diante dos pais, e se um se esquecia de arear os dentes antes de cair nos braços de Morfeu, era capaz de entrar no couro. Não devia também se esquecer de lavar os pés, sem tugir nem mugir. Nada de bater na cacunda do padrinho, nem de debicar os mais velhos, pois levava tunda. Ainda cedinho, aguava as plantas, ia ao corte e logo voltava aos penates. Não ficava mangando na rua nem escapulia do mestre, mesmo que não entendesse patavina da instrução moral e cívica» Extrato de uma crónica de Carlos Drumond de Andrade, in Quadrante (1962), obra coletiva reproduzida em Caminhos de João Brandão, José Olympio, 1970 Carlos Drummond de Andrade (1902 — 1987) · 18 de fevereiro de 2013 · 6K
Antologia Divertimento com sinais ortográficos poema de Alexandre O'Neill (1924-1986) Da autoria do poeta portuguêsAlexandre O'Neill (1924-1986) esta sequência de poemas-comentário, em tom lúdico, sobre os sinais ortográficos. Apresenta-se uma adaptação em vídeo, seguida da transcrição parcial do poema. (...) ?Serás capaz de responder a tudo o que pergunto??Gosto de quem respondeantes de perguntar... ,Quando estou mal disposta(e estou-o muitas vezes...)mudo o sentido às frases,complico tudo... ¨ Alexandre O'Neill · 13 de fevereiro de 2013 · 16K
Antologia Uma língua e diferentes culturas «Língua de viagem e de mestiçagem», «Rio de muitos rios. E talvez pátria de várias pátrias», «O português de múltiplas tiranias/e o português das várias resistências.», «A língua é a mesma. Mas não é a mesma./É una. Mas é diversa» são versos de Manuel Alegre dum poema de elogio da língua portuguesa, poema este que foi tema da comunicação apresentada no Programa Cultural da Expolíngua, em Madrid, em março de 2003. Manuel Alegre · 8 de fevereiro de 2013 · 8K
Antologia Lusitânia no Bairro Latino Texto poético em que sobressai o olhar atento sobre o falar do povo, refletindo sobre a sua pronúncia e a ortografia, ou seja, entre o uso, o erro e a norma.Georges, anda ver o meu país de Marinheiros,O meu país das naus, de esquadras e de frotas!Oh as lanchas dos poveirosA saírem a barra, entre ondas de gaivotas!Que estranho é!Fincam o remo na água, até que o remo torça,À espera de maré,Que não tarda aí, avisa-se lá fora!E quando a o... António Nobre · 8 de fevereiro de 2013 · 7K
Antologia Minha pátria é a língua portuguesa Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie — nem sequer mental ou de sonho —, transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim cria ritmos verbais, ou os escuta de outros. Estremeço se dizem bem. Tal página de F... Bernardo Soares · 28 de janeiro de 2013 · 7K
Antologia Minha Pátria é minha língua, Mangueira meu grande amor «Caravelas ao mar partiram/ Por destino encontraram Brasil.../ Nos trazendo a maior riqueza/ A nossa língua portuguesa/ Se misturou com o tupi, tupinam brasileirou/ Mais tarde o canto do negro ecoou/ E assim a língua se modificou [...] Meu idioma tem o dom de transformar/ Faz do Palácio do Samba uma casa portuguesa». Uma bela homenagem brasileira à língua portuguesa como tema da letra de um samba-enredo (2007) da escola de samba da Mangueira. Quem sou eu Tenho a mais bela maneira de expressar 12 de setembro de 2012 · 6K
Antologia A Língua Portuguesa Poema de Ary dos Santos, inserto no livro Canções da Revista «Uma no cravo outra na ditadura» J. C. Ary dos Santos · 4 de setembro de 2012 · 6K
Antologia Pode-se escrever Pode-se escrever sem ortografiaPode-se escrever sem sintaxePode-se escrever sem portuguêsPode-se escrever numa língua sem se saber essa línguaPode-se escrever sem saber escreverPode-se pegar na caneta sem haver escritaPode-se pegar na escrita sem haver canetaPode-se pegar na caneta sem haver canetaPode-se escrever sem canetaPode-se sem caneta escrever canetaPode-se sem escrever escrever plumePode-se escrever sem escreverPode-se escrever sem sabermos nadaPode-se escrever nada sem sabermos Pedro Oom · 21 de agosto de 2012 · 7K