Acordo Ortográfico com prós e contras - Acordo Ortográfico - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Este é um serviço gracioso e sem fins comerciais, de esclarecimento, informação e debate sobre a língua portuguesa, o idioma oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Sem outros apoios senão a generosidade dos seus consulentes, ajude-nos a dar-lhe continuidade: Pela viabilização do Ciberdúvidas. Os nossos agradecimentos antecipados.
Início Português na 1.ª pessoa Acordo Ortográfico Artigo
Acordo Ortográfico com prós e contras

Debate promovido pelo principal canal da rádio pública portuguesa, Antena 1, a 13 de maio de 2015 assinalando a plena entrada em vigor do Acordo Ortográfico no país.

Com a participação de um dos seus negociadores, académico e dicionarista Malaca Casteleiro, o professor Luís Filipe Redes (da Associação de Professores de Português, que defende a adoção das novas regras do português escrito) e, na posição diametralmente oposta, o diretor adjunto do jornal Público, Nuno Pacheco.

Malaca Casteleiro, Luís Filipe Redes e Nuno Pacheco
apresentam diferentes visões quanto ao novo acordo ortográfico.

Neste debate moderado pelo jornalista da Antena 1 Nuno Rodrigues, os três interlocutores apresentam os seus argumentos neste dia em que chega ao fim o período de transição para a adoção do novo acordo ortográfico.

O linguista português Malaca Casteleiro afirma que esta «é a máxima unificação possível», porque «há diferenças de pronúncia».

Considerado o pai do acordo ortográfico, o professor universitário defende a mudança e lembra que este entendimento implicou cedências de um lado e de outro.

Luís Filipe Redes, da Associação de Professores de Português, admite que «há alguns erros que agora deixam de ser», tendo em conta a mudança das regras das consoantes mudas. «Os miúdos não as escreviam e esse problema diminui», reconhece.

O fundador do jornal Público Nuno Pacheco critica fortemente o novo acordo ortográfico, rebatendo os motivos apresentados pelos defensores. Por exemplo, o jornalista sublinha que as legendagens de filmes vão ser sempre diferentes.

Fonte

Debate na Antena 1 do dia 13 de maio de 2015.