Lusofonias Machado de Assis e o Cânone Lusófono Resumo da comunicação do professor universitário Fernando Cristóvão, na Academia das Ciências de Lisboa, por ocasião do centenário da morte de um dos maiores vultos de sempre da literatura em língua portuguesa. Uma das mais relevantes efemérides literárias que se celebram neste ano de 2008 é, sem dúvida, a do centenário da morte do brasileiro Machado de Assis, autor de grande mérito na poesia, no teatro, no ensaio e, sobretudo, na ficção. Fernando Cristóvão · 4 de dezembro de 2008 · 5K
Pelourinho Erros perigosos Em cada uma das citações abaixo há um erro de língua. Veja o leitor se os detecta: Conseguiu? Dou-lhe uma pista: são erros provocados não pelo desconhecimento da forma, mas pela falta de assimilação do sentido da palavra: dos contextos discursivos em que aparece, do registo de língua a que pertence, das relações de dependência que estabelece com outras palavras na frase, dos valores ideológicos que evoca. Ana Martins · 30 de novembro de 2008 · 7K
O nosso idioma A sintaxe na berlinda (1) Quando se ouve falar de erros na utilização da língua, são normalmente referidos os erros de ortografia; no entanto, há outras incorrecções menos faladas, mas mais graves: as de sintaxe. A sintaxe é a parte da gramática que estuda as regras de combinação e disposição das palavras e das frases no discurso. Dois dos erros mais frequentes são o emprego do plural dos auxiliares conjugados com o verbo haver e a concordância do predicado com o sujeito em frases introduzidas por «um dos que». Maria Regina Rocha · 28 de novembro de 2008 · 11K
Lusofonias // Timor-Leste Timor-Leste, a ilha insustentável «Retrato implacável do que não podemos continuar a fingir que não existe» «Timor é uma ficção lusófona onde a língua portuguesa navega contra uma geração culturalmente integrada na Indonésia, contra a geografia, contra manipulações políticas internas e contra a sabotagem de várias agências internacionais», escreve o jornalista português Pedro Rosa Mendes, num «retrato implacável * de uma realidade que não podemos continuar a fingir que não existe». * in jornal Público de 25/11/2008. Texto escrito segundo a norma ortográfica de 1945. Pedro Rosa Mendes · 25 de novembro de 2008 · 6K
O nosso idioma Histórias Porque é que o texto narrativo é um texto de eleição — no ensino e no linguajar comum? Uma reflexão de Ana Martins no semanário Sol. O leitor já reparou na quantidade de expressões fixas que envolvem a palavra história? História pode significar um discurso persuasivo com finalidades obscuras — «não me venham com histórias»; «não caio nessa história» — e pode até ser sinónimo de léria, treta, balela — «o resto são histórias», ou simplesmente «eh… histórias!». Ana Martins · 24 de novembro de 2008 · 4K
O nosso idioma // Género O português tem até sexo em tudo Quem começa a aprender a língua inglesa logo é apresentado ao pronome it, usado para as coisas. Ele é he, ela é she, um animal, uma planta ou qualquer objeto é it. Em Português, tudo tem gênero: empregamos o ele ou o ela. Às vezes, nos complicamos ao empregar o pronome errado. Fernando Braga · 24 de novembro de 2008 · 6K
Controvérsias // Gerundismo De onde menos se espera * Às vezes a crítica feroz a certos usos da linguagem — qualificados como "vícios" — podem constituir meros exageros fátuos. O linguista brasileiro Sirio Posseti explica e dá exemplos. Não vou repetir os argumentos e os dados de textos anteriores sobre o dito gerundismo. Só vou apresentar um pequeno sumário, para mostrar que a questão se resume a dois fatos, que, vistos de perto, na verdade, são um só: Sirio Possenti · 24 de novembro de 2008 · 5K
O nosso idioma Barbela + capela + canela + caneta + ruela + tabela + viela+ oratório, etc. A propósito do Dia de S. Martinho, assinalado a 11 de Novembro em Portugal, Maria Regina Rocha volta escrever sobre algumas palavras do culto religioso católico e não só, num artigo publicado no Diário do Alentejo de 14 de Novembro de 2008. Maria Regina Rocha · 17 de novembro de 2008 · 6K
Diversidades // Texto O discurso de Obama Que semelhanças há entre Obama e o padre António Vieira? Pelo menos duas: o espectáculo da palavra e o fervor religioso. Na Igreja de S. Roque era preciso reservar lugar para ouvir os sermões de Vieira; no Grant Park, em Chicago, 240 mil pessoas vibraram durante os 15 minutos da elocução de Obama1: comoveram-se com o poder da «esperança» (a palavra surge 6 vezes); regozijara... Ana Martins · 16 de novembro de 2008 · 4K
Pelourinho Uma casa estilo "maison" Sobre a boçalidade do uso indiscriminado de palavras inglesas na imprensa — um artigo de Ana Martins no Sol. Li há tempos esta passagem no Diário de Notícias: «refere o analista André Rodrigues (…) num relatório de research» (DN, 24/10/08). Lembrei-me imediatamente do dialecto miscigenado dos emigrantes portugueses em França, parodiado (com injustificável desprezo, aliás) em locuções do tipo «ir de vacances», «entrar na autoroute» e «janelas à la fenêtre numa casa estilo maison». Ana Martins · 9 de novembro de 2008 · 4K