Pelourinho A cobertura de um homicídio Sobre as falhas estruturais na imprensa escrita — um artigo de Ana Martins no Sol. Vem nos filmes americanos: uma redacção de um jornal corre contra o tempo e está acordada fora de horas. Tal justifica gralhas, contradições, omissões e erros de língua imprevisíveis. Não explica, porém, erros recorrentes, sistemáticos e, enfim, estruturais. No passado domingo, procurei dar conta de como decorria o acto eleitoral e fiquei a saber do homicídio em Fervença — nos termos que se seguem: Ana Martins · 17 de outubro de 2009 · 4K
Pelourinho Dois em um... Nos tempos que correm, em Portugal, é fácil encontrar erros nos media, mas um erro duplo é um fenómeno que justifica atenção redobrada. O primeiro erro deste título do Diário de Notícias está no "parodeia", que revela um desconhecimento total da conjugação do verbo parodiar. O verbo conjuga-se como adiar. Aparentemente, quem escreveu "parodeia" deve estar convencido de que o verbo se escreve "parodear". João Alferes Gonçalves (1944 — 2023) · 16 de outubro de 2009 · 5K
Pelourinho Regresso ao futuro O primeiro período desta chamada do Diário de Notícias mostra que o que nasce torto dificilmente se endireita. «Setúbal foi a única capital que continua a ser» é uma formulação que desafia o tempo, própria da trilogia do Regresso ao Futuro. Se foi, não continua a ser. E vice-versa. A isto soma-se a falta de concordância entre voltam e CDU, agravada por uma construção confusa que permite atribuir a Setúbal a função de sujeito também nesta oração. João Alferes Gonçalves (1944 — 2023) · 13 de outubro de 2009 · 4K
Pelourinho // Mau uso da língua nos media Ei, anda alguém a ler isto? Erros recorrentes no jornal Público «Parece que ninguém, na redacção do jornal Público, lê ou, pelo menos, leva na devida conta as recomendações do seu provedor do leitor em matéria de erros e desleixos de português. Erros e desleixos, de tão repetidos e de tal modo básicos, que… [nem] se acredita.» Artigo do provedor do leitor do jornal Público, Joaquim Vieira, transcrito, com a devida vénia, do dia 11 de Outubro de 2009. Joaquim Vieira · 12 de outubro de 2009 · 4K
Pelourinho Vulnerabilidades Um comentário sobre um comentário político — podia ser o título deste artigo de Ana Martins no semanário Sol de 9 de Outubro de 2009. O desempenho linguístico dos profissionais da comunicação social tem sido alvo de críticas em diversos espaços da própria comunicação social. São, em geral, apontados erros de ortografia ou de estrutura de frase. Ana Martins · 11 de outubro de 2009 · 4K
O nosso idioma Poética de Amália Em artigo publicado no Diário de Notícias de 7 de Outubro de 2009, assinalando os dez anos do falecimento da fadista portuguesa, o poeta e escritor Vasco Graça Moura escreve sobre «um dos aspectos, talvez o menos referido e tratado», do «milagre» de Amália Rodrigues. Vasco Graça Moura · 8 de outubro de 2009 · 5K
Antologia // Portugal Pessoas de verbo complicado Até podem não ser nada complicadas a falar nem na sua maneira de ser. Até é possível que sejam pessoas extremamente simpáticas e de trato agradável. Mas aí está. Por qualquer razão que pode ser simplesmente o desempenharem um cargo importante, o usarem um nome ilustre, o terem uma fortuna considerável, as referências que lhes são feitas trazem o tal verbo complicado. E então o senhor não vai, desloca-se; o senhor Sicrano não fala, usa da palavra; o senhor Beltrano não estuda um assunto, debru... Maria Judite de Carvalho · 5 de outubro de 2009 · 5K
Pelourinho Erros evitáveis, se... «Tráfico» em vez de tráfego («tráfico cortado»), «uniões de trabalhadores» no lugar de «sindicatos de trabalhadores», «assalto» trocado por «agressão» (o jornalista iraquiano não «assaltou» George Bush com os sapatos...). Más e desleixadas traduções e, acima de tudo, o recurso abusivo de estrangeirismos, alguns mesmo sem a mínima equivalência em português («candidato incumbente» o que será?).... Joaquim Vieira · 5 de outubro de 2009 · 4K
O nosso idioma Imprecisões Sobre as "incorrecções" linguísticas convencionalizadas, um artigo de Ana Martins no Sol. Há quem caia frequentemente na tentação de dizer que o português é uma língua colorida, cheia de matizes e surpresas, e, portanto, muito traiçoeira. O avesso deste chavão está na pressuposição de que há outras línguas que são monocórdicas e sensaboronas (a língua inglesa… não atraiçoa ninguém, diz a canção). Ana Martins · 5 de outubro de 2009 · 3K
Pelourinho A falta de (bons) revisores Porque« carga de água quereria o Governo saber tanto o que se passa em Belém - passa-se lá alguma coisa de muito interessante?»1 «Lembro-me quando estávamos a preparar o "Circo de Feras" no Campo Pequeno e fomos expiar o espectáculo dos Da Weasel, que tinham feito o Atlântico, uns dias antes. E fomos ver o que eles tinham!»2 Manuel Matos Monteiro · 29 de setembro de 2009 · 4K