Acordo Ortográfico // Controvérsias Aplicar a nova ortografia em 2010 é uma precipitação? Um balanço sobre o estado da questão da aplicação do Acordo Ortográfico em Portugal, a cargo da jornalista Alexandra Prado Coelho, no Público de 30 de Dezembro de 2009, que aqui se transcreve com a devida vénia. Ver ainda os textos complementares deste trabalho: Motivação no Brasil: imprensa já aplica desde Janeiro de 2008+ Bastidores de acordos de 1911 e 1945: uma história com 20 anos... ou com um século Alexandra Prado Coelho · 30 de dezembro de 2009 · 6K
Antologia // Portugal Musa língua é o que é Musa língua é o que é Cavalo marinho arborescente Algibeira virando bolso Língua de palmo, amiga da onça Nuínha, sem agás Pé de meia, língua de vaca Sodades só do trema, nada Não, atacador sem laço, ó cedilha Há-de haver a tua vez. A musa é eu? Jorge Fazenda Lourenço · 29 de dezembro de 2009 · 3K
Pelourinho Pais natais (e não "pais-natal") Já muito se tem insistido aqui a propósito de um erro, recorrente em cada Natal que passa, o plural de Pai Natal, a personagem imaginária que descia pela chaminé durante a noite de Natal para colocar os presentes nos sapatos das crianças — como fazia também, aliás, o Menino Jesus dos Natais da minha infância… As tradições vão ficando mais esbatidas no tempo, as rotundas figuras vestidas de vermelho e com barbas brancas vão tomando cada vez mais peso nesta época natalícia: são os pais natais. Maria João Matos · 28 de dezembro de 2009 · 15K
O nosso idioma Olhai, porém vede É pela via da semântica que a mundividência judaico-cristã está mais subliminarmente impregnada na língua portuguesa escreve Ana Martins, em artigo publicado no semanário "Sol" de 18 de Dezembro de 2009. Ana Martins · 18 de dezembro de 2009 · 4K
Antologia // Portugal Carta ao amigo Brito * Paris, 6 de Junho de 1790 Lembras-me, amigo Brito, quando a pluma Para escrever, magnânimo, meneio. Ama o meu Brito a lusitana língua, Pura como ele, enérgica, abastada, Estreme de bastardo francesismo E que a joio não trave 2 de enxacoco 3; E quando lê, rejeita a frase espúria ... Filinto Elísio · 14 de dezembro de 2009 · 6K
Antologia // Portugal A Defesa da Língua Portuguesa Fuja daqui o odiosoProfano vulgo1, eu cantoAs brandas Musas, a uns espíritos dadosDos Céus ao novo cantoHeróico, e generosoNunca ouvido dos nossos bons passados.Neste sejam cantadosAltos Reis, altos feitos,Costume-se este ar nosso à Lira 2nova.Acendei vossos peitos,Engenhos bem criados.Do fogo, que o Mundo outea vez renova.Cada um faça alta provaDe seu espírito em tantasPortuguesas conquistas, e vitórias,De ... António Ferreira · 9 de dezembro de 2009 · 4K
Antologia // Portugal António Vieira O céu 'strela o azul e tem grandeza. Este, que teve a fama e à glória tem, Imperador da língua portuguesa, Foi-nos um céu também. No imenso espaço do seu meditar, Constelado de forma e de visão, Surge, prenúncio claro do luar, El-Rei D. Sebastião. Mas não, não é luar: é luz do etéreo. É um dia; e, no céu amplo de desejo, A madrugada irreal do Quinto Império Doira as margens do Tejo. Fernando Pessoa · 9 de dezembro de 2009 · 5K
Acordo Ortográfico // Controvérsias O senso comum no novo Acordo Ortográfico Artigo disponível na página pessoal do autor, onde volta a insurgir-se contra a "apressada" entrada em vigor do Acordo Ortográfico, em Portugal. Estava previsto que haveria uma reunião de especialistas dos países signatários do Acordo de 1990<... D´Silvas Filho · 9 de dezembro de 2009 · 6K
Pelourinho Insistir, insistir e não desistir O provedor dos leitores do Diário de Notícias volta a insurgir-se contra «a frequente multiplicação (…) de gralhas, erros de português inadmissíveis em quem faz da escrita a sua profissão e incorrecções factuais difíceis de entender num jornal que se reclama (…) uma referência de qualidade.» Artigo publicado na edição de 5 de Novembro de 2009. Ler aqui. Mário Bettencourt Resendes · 7 de dezembro de 2009 · 4K
Pelourinho O modismo do por que (em vez de porque) Basta um olhar atento pelos jornais ou pelas legendas do cinema e da televisão, em Portugal, para nos apercebermos de como este modismo proliferou neste lado do Atlântico. Trata-se de frases começadas pelo advérbio interrogativo porque que, cada vez com mais frequência, aparece separado, como se se tratasse da preposição por e do interrogativo que. Esta é mais uma dife... José Mário Costa, Maria João Matos · 4 de dezembro de 2009 · 5K